Comércio

Rússia. Um mercado quase inexplorado

Moscovo, Rússia
Moscovo, Rússia O salário na Rússia tem vindo a aumentar nos últimos anos. Fotografia: D.R.

A balança comercial entre Portugal e a Rússia tem um saldo negativo, devido à importação de combustíveis minerais

A Rússia, com os seus 144 milhões de habitantes, é um dos maiores mercados da economia mundial, mas ainda pouco explorado pelas empresas portuguesas. As exportações nacionais para este país da Eurásia (o maior do planeta) ultrapassaram no ano passado os 379 milhões de euros, registando-se um aumento de 12,3% face a 2017. Contudo, nos últimos cinco anos, as vendas de Portugal para a Rússia tiveram um incremento de apenas 2,1%, evidenciando pouca dinâmica no comércio com este país.

A distância, o idioma (poucos russos falam inglês) e a sombra da corrupção são entraves a um incremento das relações comerciais. Ainda assim, a Rússia tem paulatinamente melhorado a sua economia, o que tem impulsionado o crescimento dos salários e, naturalmente, da classe média.

Os produtos com maior impacto nas exportações portuguesas para a Rússia são a madeira e a cortiça, o calçado, artigos agrícolas, máquinas, alimentos e veículos e materiais de transporte. A melhoria da situação económica da Rússia abre novas possibilidades.

Atualmente, a Corticeira Amorim, que marca presença física neste mercado, é a empresa portuguesa que mais se destaca nas relações comerciais com a Rússia. O grupo liderado por António Rios Amorim tem sucursais neste mercado na área das rolhas de cortiça e material para construção. A Parfois (acessórios de moda) e a marca de vestuário portuguesa Ana Sousa também brilham neste país, assim como a TAP, que opera voos entre Lisboa e Moscovo.

Balança desequilibrada
A balança comercial entre Portugal e a Rússia é bastante desequilibrada, devido essencialmente à importação de combustíveis minerais (óleos brutos de petróleo). Em 2018, Portugal importou produtos da Rússia no valor de 1293 milhões, um decréscimo de 17% face a 2017. No entanto, analisando os últimos cinco anos, verifica-se um aumento de 22,4% nas importações, sustentado nas compras de combustíveis minerais. Da Rússia pouco mais vem para Portugal.

O saldo da balança comercial é negativo para Portugal em 914 milhões de euros (dados de 2018).

 

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