Finanças Públicas

Portugal vai poupar 250 milhões de euros em juros com saída do PDE

O ministro das Finanças, Mário Centeno. Fotografia: TIAGO PETINGA/LUSA
O ministro das Finanças, Mário Centeno. Fotografia: TIAGO PETINGA/LUSA

O Governo estima que a saída do procedimento por défices excessivos (PDE) resulte numa poupança anual de 250 milhões de euros com juros.

Esta estimativa de poupança anual em 2017 e 2018 foi apresentada esta quinta-feira pelo ministro das Finanças, Mário Centeno, segundo referiu o presidente da Confederação Empresarial de Portugal no final da reunião da Concertação Social

“Esta saída permitirá um alívio de qualquer coisa como um alívio de 250 milhões de euros por ano, o que é uma boa notícia”, disse António Saraiva. Este valor, segundo afirmou ao Dinheiro Vivo fonte oficial do Ministério das Finnaças, reflete a revisão face ao cenário previsto no Programa de Estabilidade, em função da descida de juros que começou a verificar-se nas últimas semanas, ou seja, já depois de ser conhecida a decisão de Bruxelas, de propor a saída de Portuagl do PDE.

Mário Centeno esteve reunido esta quinta-feira com parceiros sociais e o ponto principal do encontro foi a saída de Portugal do Procedimento por Défices Excessivos

Para os parceiros sociais, este alívio na fatura com juros deve ser devolvida à economia, mas as soluções que propõem são diferentes. Arménio Carlos, da CGTP, reforçou a exigência de alargamento dos escalões do IRS e de agravamento da taxa liberatória dos rendimentos de capitais e precisou que a central não vai aceitar que a função pública continue sem aumentos. Do lado da UGT, exige-se igualmente um reforço do rendimento dos trabalhadores e uma aposta no investimento que crie emprego.

Já a CCP e CIP defendem um reforço do investimento e a criação de incentivos fiscais. “Os esforços devem centrar-se no que deve ser feito ao nível do investimento e não em aumentar custos”, referiu João Vieira Lopes, presidente da CCP.

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