Salário base médio ultrapassou os mil euros em março

No primeiro trimestre, antes do início da pandemia, a remuneração média dos portugueses foi de 1069 euros, tendo crescido 3,2%. Função pública abaixo.

O salário base médio de um trabalhador português ultrapassou em março os 1000 euros. Neste valor está apenas incluída a remuneração base, sem qualquer outra componente salarial.

"A remuneração bruta base mensal média por trabalhador, que inclui apenas a remuneração base, registou um acréscimo homólogo de 3,2%, passando de 974 euros em março de 2019 para 1005 euros em março de 2020", refere o Instituto Nacional de Estatística no destaque publicado esta quinta-feira, dia 07 de maio.

De acordo com o INE, "esta foi a componente que registou a maior aceleração do crescimento em relação a dezembro de 2019 (mais 0,7 pontos percentuais)", sendo que a fronteira dos 1000 euros foi ultrapassada pela primeira vez.

 

Em termos de salário mensal médio, para além da remuneração base, também se registou um aumento. "A remuneração bruta regular mensal média por trabalhador, que exclui, entre outras componentes salariais, os subsídios de férias e de Natal e tem, por isso, um comportamento menos sazonal, também registou um acréscimo homólogo de 3,2%, passando de 1036 euros em março de 2019 para 1069 euros em março de 2020. Esta componente registou igualmente uma aceleração do crescimento em relação a dezembro de 2019 (mais 0,6 pontos percetuais), indica o gabinete de estatística.

Se descontarmos o efeito da inflação no primeiro trimestre do ano as remunerações tiveram um crescimento de 2,8%. "Em termos reais, isto é, descontando a inflação medida pela variação do Índice de Preços no Consumidor que se situou em 0,4% no 1º trimestre de 2020, as remunerações (total, regular e base) registaram um acréscimo homólogo de 2,8%", aponta o INE.

Aumentos mais baixos na função pública

De acordo com os dados do INE, o privado teve aumentos relativos maiores do que no setor público. "No setor privado, a remuneração total registou uma variação homóloga superior à do setor das administrações públicas (3,3% vs. 3,0%), passando de 1 064 euros em março de 2019 para 1 100 euros em março de 2020", indica o gabinete de estatística.

E o mesmo se passou com a parte regular dos salários. "A componente regular também aumentou mais no setor privado (3,3% vs. 3,2%), passando de 937 euros para 968 euros". Já a remuneração base teve um comportamento diferente, aumentando "menos no setor privado (3,1% vs. 4,0%), passando de 881 euros para 908 euros".

O INE explica que "as diferenças remuneratórias observadas, em média, entre o setor das administrações públicas (AP) e o setor privado refletem diferenças, entre outras, no tipo de trabalho realizado e nas qualificações dos trabalhadores que os integram".

"Com efeito, verifica-se que os trabalhadores do setor das AP têm, em média, níveis de escolaridade mais elevados : no setor das AP 52,9% dos trabalhadores tinham completado o ensino superior em 2018 (20,1% no setor privado), 25,0% o ensino secundário ou pós-secundário (29,9% no setor privado) e 22,1% até ao 3º ciclo do ensino básico (50,0% no setor privado)", conclui.

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