Trabalho

Salário médio bruto ficou nos 1039 euros em setembro, mais 2,8%

8. Establecer confiança através da limpeza do espaço

Média de salário mais baixa, dos administrativos e serviços de apoio, está a apenas 55 euros do salário mínimo.

O salário médio regular bruto dos trabalhadores portugueses estava no final de setembro em 1039 euros, um valor 2,8% acima do registado no mesmo período do ano anterior, segundo valores avançados esta quinta-feira pelo INE com base nas declarações das empresas à Segurança Social.

Este valor diz respeito à média salarial excluindo componentes sazonais como subsídios de férias e de Natal. Caso estas sejam incluídas, a média alcança os 1220 euros brutos, a representarem uma subida anual de 3%.

Os dados do INE, numa nova série iniciada neste ano que apura vencimentos declarados, conta este trimestre já com a inclusão também dos dados relativos às remunerações dos trabalhadores da função pública vinculados à Caixa Geral de Aposentações, abrangendo agora 4,2 milhões de postos de trabalho.

Talvez por isso a remuneração bruta regular média conhece um forte avanço relativamente a dados anteriores, publicados no verão, altura em que o salário médio bruto sem subsídios estava nos 954 euros.

Entre as diferentes atividades económicas, observam-se grandes diferenças. O mais baixo salário médio, nas atividades administrativas e serviços, vale pouco mais de metade da média global. Estava em setembro nos 655 euros, ou seja, a apenas 55 euros do salário mínimo nacional deste ano. Ainda assim, são os salário que mais crescem, registando uma subida anual de 5,3%

No extremo oposto, o sector que inclui os trabalhadores das empresas de energia apresenta uma média salarial bruta regular nos 2521 euros. E regista o menor crescimento dos diferentes sectores, de apenas 0,7%.

A segunda média salarial mais baixa encontra-se na restauração e alojamento, com 688 euros brutos, 3,4% acima do valor de setembro do ano passado. Seguem-se a agricultura, pescas e florestas, com uma média salarial bruta regular de 694 euros, a crescer 2,6%, e a construção, com uma média de 790 euros, numa subida de 2,6%.

No comércio, o segundo sector de atividade que mais emprega no país a seguir à indústria, a média bruta de salário sem subsídios está nos 890 euros, a crescer 2,7%. As atividades imobiliárias estão em 899 euros (mais 2,8%) e os trabalhadores das indústrias transformadoras levam 939 euros brutos (mais 2,9%).

A ganhar acima de mil euros brutos excluindo subsídios estão os trabalhadores das artes e espetáculos (1028 euros, mais 2,4%), da saúde (1033 euros, mais 2,2%), das indústrias extrativas (1201 euros, mais 4,6%), da consultoria e áreas técnicas (1207 euros, mais 2,6%), dos transportes e armazenagem (1230 euros, mais 4,7%), da Administração Pública e Defesa (1393 euros, mais 2,4%), da informação e comunicação (1635 euros, mais 1,6%) e da educação (1649 euros, mais 3,8%).

No topo dos mais bem pagos estão ainda os trabalhadores das organizações internacionais, com uma média salarial bruta regular de 1731 euros (mais 2,9%), e dos bancos e seguradoras (2088 euros, mais 1,6%), atrás dos 2521 euros dos trabalhadores do sector das utilities.

A análise distribui ainda os diferentes sectores pela natureza de serviços que prestam para comparar médias salariais. A mais baixa encontra-se no sector dos bens transacionáveis, nos 915 euros, seguindo-se os serviços não transacionáveis mercantis nos 958 euros. Ambos estes grupos ficam abaixo da média global de 1039 euros. No sector de serviços não transacionáveis e não mercantis, onde se encontram os funcionários públicos, a média atinge os 1327 euros, ficando 27,7% acima da média salarial bruta regular do país.

O INE assinala porém que “as diferenças nas remunerações médias pagas pelas empresas pertencentes a estes três setores, embora elevadas e persistentes, têm vindo a reduzir-se”.

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