Função Pública

Salário médio da função pública sobe para 1482,5 euros com descongelamento

D.R.
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Subida da remuneração mínima e retoma das progressões garantiram subida de 1,2%.

O valor médio dos salários base do Estado estava em abril 1,2% acima da remuneração base registada no ano anterior, nos 1482,5 euros, de acordo com os últimos dados da Direção Geral da Administração e do Emprego Público divulgados esta quarta-feira.

A evolução das remunerações reflete o processo de descongelamento de carreiras iniciado no ano passado e a subida do salário mínimo da função pública, neste ano, para 635,07 euros.

Assim, é na categoria com as remunerações mais baixas, onde se incluem operários e assistentes operacionais, e onde a média de remuneração base passou de 647,9 euros para 680 euros brutos, que se observa a maior subida, de 5%. Nesta categoria estavam mais de 156 mil trabalhadores, num universo de mais de 690 mil.

Em sentido contrário, as remunerações dos investigadores ao serviço do Estado – como em universidades – registaram uma acentuada descida de 16,3%, de 3.304,3 euros para 2.764,3 euros em abril deste ano. Segundo a nota da síntese estatística do emprego público relativa ao segundo trimestre deste ano, a quebra da média deve-se à entrada de novos trabalhadores nesta categoria que auferem remunerações mais baixas.

O recrutamento para o ensino superior é uma das vias pela qual se dá o aumento do emprego público no segundo trimestre, a crescer 2,3% no final de junho em termos homólogos. Também contam as contratações de mais agentes da PSP e vigilantes florestais (nestes casos, a termo), ao mesmo tempo que o emprego do sector público sofre o efeito negativo do termo do ano letivo com a perda sazonal de 2644 postos de trabalho na Educação.

No total, administração central, municípios e órgãos regionais tinham ao serviço, no segundo trimestre, 690.494 trabalhadores, mais 15.261 do que em igual período do ano passado. A tendência de recuperação dos quadros do Estado mantém-se ao mesmo ritmo do ano anterior, mas ainda assim continua a haver menos 5,1% de funcionários públicos do que em dezembro de 2011.

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