Mercado de Trabalho

Salário médio nas empresas em lay-off simplificado caiu 2%

Utentes à saída de um cacilheiro da Transtejo/Soflusa proveniente de Lisboa, em Cacilhas, Almada. MÁRIO CRUZ/LUSA
Utentes à saída de um cacilheiro da Transtejo/Soflusa proveniente de Lisboa, em Cacilhas, Almada. MÁRIO CRUZ/LUSA

Dados do INE mostram também que remunerações nas empresas com apoios extraordinários são as mais baixas, 13% abaixo da média nacional.

O lay-off simplificado fez recuar em 2% o salário médio nas empresas que aderiram à medida extraordinária, apontam esta quinta-feira dados publicados pelo INE. No trimestre terminado em junho, era essa a quebra nas remunerações totais por comparação com o mesmo período do ano anterior, de acordo com os dados obtidos pelo instituto junto da Segurança Social.

A última nota estatística sobre a evolução das remunerações em Portugal dá ainda conta de um crescimento homólogo nos vencimentos totais de 1,6% durante os primeiros meses agudos da pandemia, com os ganhos por trabalhador (incluindo rubricas como o subsídio de férias) a atingirem os 1326 euros. Trata-se de metade da velocidade observada em março, quando os salários cresciam 3,2%.

“A dinâmica recente das remunerações médias no trimestre terminado em junho de 2020 foi significativamente influenciada pela instituição do regime de lay-off simplificado”, admite o INE, que analisa os efeitos das reduções salariais, até um terço, nos contratos suspensos e horários reduzidos de que se socorreram mais de cem mil empresas nacionais neste período. São isolados os dados de remunerações das empresas que aderiram ao lay-off, mas também aquelas nas quais houve trabalhadores com apoio à família para cuidar de menores devido à suspensão das aulas.

Assim, neste empresas observa-se uma redução de 2% nas remunerações totais por comparação com o mesmo período do ano passado. Já quando analisadas apenas as remunerações regulares, que excluem o subsídio de férias, a quebra é apenas de 0,1%, num indicador do peso que a marcação e gozo do subsídio de férias têm, eventualmente com um adiamento das férias neste ano para muitos em relação ao ano passado. Olhando, por fim, apenas para o salário base médio nestas empresas, o INE dá ainda conta de um aumento baixo, de 0,7% por comparação com o ano passado.

Já nas empresas onde não foram adotadas medidas extraordinárias, a remuneração média total cresceu 5,5%, em linha com a evolução também no salário sem subsídios sazonais ou na remuneração de base, com subidas de 5,5% e 5,6%, respetivamente.

O INE compara também os valores de remunerações base pagos nas empresas que adotaram o lay-off simplificado e nas que não o fizeram, mostrando que os trabalhadores afetados pelas medidas de redução salarial recebem substancialmente menos que os restantes. Na comparação, o salário médio das empresas em lay-off está 13,1% abaixo da média nacional, nos 873 euros. Já nas empresas sem lay-off, o salário base surge 17,9% acima da média, nos 1185 euros. O salário base médio nacional neste período foi de 1005 euros.

Atualizado às 12h

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