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Salário mínimo em Espanha vai aumentar 22% e fica nos 900 euros

Pedro Sanchez, primeiro-ministro de Espanha (REUTERS/Juan Medina)
Pedro Sanchez, primeiro-ministro de Espanha (REUTERS/Juan Medina)

O salário mínimo vai aumentar 22% em Espanha em 2019, passando para os 900 euros.

A remuneração mínima mensal em Espanha está neste momento balizada nos 735,9 euros e, em 2019, vai avançar para os 900 euros. Esta atualização, de 22,3%, resulta do acordo sobre o Orçamento do Estado para 2019 alcançado esta quinta-feira entre o presidente do governo espanhol, Pedro Sanchez, e o Podemos.

Para chegar a este valor ambas as partes tiveram de ceder, já que Pedro Sanchez defendia uma subida do SMN para os 850 euros, enquanto o Podemos exigia mil euros.

Com o acordo agora alcançado, os espanhóis que auferem o SMN vão contar com um aumento mensal da ordem dos 164,1 euros por mês. O governo estima que o impacto orçamental da medida rondará os 340 milhões de euros.

E em Portugal?
Por cá, o governo deverá iniciar nas próximas semanas a discussão sobre a atualização do salário mínimo nacional. Em cima da mesa está um aumento de 5% que, a concretizar-se, fará o SMN passar de 580 para 600 euros a partir de janeiro de 2019.

Estes 600 euros resultam do acordo político entre o governo e o Bloco de Esquerda, mas o partido de Catarina Martins já veio dizer que a forma como a economia evoluiu desde que aquele acordo foi assinado permite ir além daquele valor, que deve ser visto como uma base mínima para as negociações.

As confederações patronais contam com um aumento para os 600 euros, mas a UGT exige 615 euros e a CGTP colocou a fasquia nos 650 euros.

Outras medidas do acordo espanhol
Além das mexidas no SMN, o acordo entre Pedro Sanchez e Pablo Iglésias, prevê uma atualização das pensões mínimas de 3% em 2019, enquanto as restantes terão um aumento em linha com a inflação. A medida terá um impacto de 704 milhões de euros.

A nível fiscal, está previsto um agravamento de dois pontos percentuais na taxa de IRS para rendimentos anuais superiores a 130 mil euros, e de quatro pontos na parte que exceda os 300 mil euros.

O imposto sobre o património que incide sobre as grandes fortunas (avaliadas em mais de 10 milhões de euros) terá um aumento de 1%.

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