Mercado de Trabalho

Salários subiram 2,6% em 2019, para média de 1038 euros

D.R.
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Valor médio das remunerações sem subsídios de férias e de Natal subiu para 1038 euros brutos mensais, no ano passado. Já com subsídios chega aos 1276 euros. Crescimento na função pública ficou abaixo, nos 2,2%, com um salário médio bruto de 1526 euros, nas estimativas do INE.

Os salários portugueses conheceram no ano passado, em média, um impulso de 2,6%, atingindo os 1038 euros brutos, indicam esta sexta-feira dados do INE com base nas declarações de remunerações à Segurança Social e Caixa Geral de Aposentações. Descontada a inflação, o aumento real para os trabalhadores foi de 2,2%.

Já os ganhos por trabalhador, incluindo complementos como subsídios de férias e de Natal, atingiram uma média de 1276 euros brutos, crescendo 2,7%. Em termos reais, o crescimento foi de 2,4%.

A melhoria no salário médio em 2019 compara com um impulso bastante mais fraco no ano anterior, em 2018, quando a média de salário bruto regular cresceu 1,7% (0,7% em termos reais) e os ganhos globais registaram uma melhoria de 2,1% (1,1% em termos reais).

Os dados do INE permitem comparar o comportamento das remunerações globais com o verificado no sector público, que em 2019 viu as remunerações médias registarem um impulso inferior, de 2,2%, para 1526 euros de salário médio bruto regular. Trata-se de uma evolução que, no ano passado, assentou exclusivamente em efeitos de promoções e subida dos patamares mínimos remuneratórios nas administrações publicas (aos 635 euros), já que não houve atualização salarial entre os funcionários públicos.

Já a melhoria nos ganhos totais, incluindo as componentes sazonais, foi de 2,6% para os funcionários públicos, com a média bruta de remuneração a atingir os 1845 euros.

Por sectores de atividade, as indústrias extrativas e os transportes e armazenagem registaram as maiores subidas nas remunerações. No primeiro caso, de 5,1%, para 1203 euros de salário médio regular bruto. No segundo caso, com uma variação de 4,8% para 1232 euros.

Ao contrário, trabalhadores de bancos e seguradoras tiveram a pior valorização salarial, de apenas 0,8% para 2077 euros de salário médio regular bruto. O sector da eletricidade e do gás regista a segunda menor subida, de 1,1%, para uma média de 2505 euros.

Apesar da melhoria em 2,6% para o conjunto do ano na média salarial regular dos vários sectores, os dados relativos ao trimestre do final de ano mostram uma desaceleração na valorização das remunerações. Nos últimos três meses de 2019, a média do salário-base já só levantava 2,5%, por comparação com as subidas de 2,8% e de 3,5% relativas ao terceiro e segundo trimestre, respetivamente.

Atualizado pela última vez às 11h50.

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