Itália

Salvini insiste em baixar impostos a mais empresas contra metas de Bruxelas

Matteo Salvini, vice-primeiro-ministro de Itália (REUTERS/Remo Casilli)
Matteo Salvini, vice-primeiro-ministro de Itália (REUTERS/Remo Casilli)

Itália arrisca um procedimento por défice excessivo caso não cumpra as recomendações da Comissão Europeia.

O vice-primeiro-ministro de Itália, Matteo Salvini, afiança que vai avançar com taxas de imposto mais baixas para mais empresas do país, ainda que as medidas conheçam oposição entre parceiros do movimento 5 Estrelas ou na Comissão Europeia, que ameaça Roma com um procedimento por défice excessivo.

“Se alguém disser que não podemos fazê-lo, vamos fazê-lo na mesma”, assegurou Salvini esta sexta-feira, em Milão, citado pela Bloomberg.

A medida implica estender a empresas com um volume de negócios de até 100 mil euros uma taxa fixa de 15% em sede de imposto sobre os rendimentos, com início em janeiro. Atualmente, esta taxa reduzida é já paga pelos negócios que geram receitas até 65 mil euros. A medida terá uma despesa fiscal estimada em 10 mil milhões de euros.

Para fazer valer a promessa de cortar impostos às empresas, o responsável da coligação italiana ameaçou também demitir-se.

Segundo as agências, a posição do líder populista italiano deverá dificultar negociações sobre a margem de desvio admitida às contas públicas de Itália.

O primeiro-ministro italiano, Giuseppe Conte, tem vindo a garantir que Itália pretende cumprir as regras orçamentais, apontando para este ano um défice em 2,1% do PIB.

Nas contas da Comissão Europeia, o rácio de endividamento italiano deve este ano bater um novo máximo, alcançando a marca de 133,7% do PIB.

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