Coronavírus

SAMS. Serviço médico dos bancários avança para lay-off de trabalhadores

Rui Riso, presidente do sindicato dos bancários do sul e ilhas (SBSI),  Presidente do SAMS-Serviço de Assistência Medico-Social do SBSI e Vice Presidente da UGT. 
(Reinaldo Rodrigues/Global Imagens)
Rui Riso, presidente do sindicato dos bancários do sul e ilhas (SBSI), Presidente do SAMS-Serviço de Assistência Medico-Social do SBSI e Vice Presidente da UGT. (Reinaldo Rodrigues/Global Imagens)

Sindicato dos Médicos da Zona Sul critica a direção da SAMS, detida pelo sindicato dos bancários dirigido por Rui Riso.

A direção dos serviços clínicos detidos pelo Mais Sindicato (antigo Sindicato dos Bancários do Sul e Ilhas) vai avançar para a suspensão dos contratos dos trabalhadores das clínicas e hospital SAMS, com recurso as novas regras inspiradas no lay-off criadas pelo governo para lidar com a crise do novo coronavírus.

A informação é avançada esta segunda-feira, em comunicado, pelo Sindicato dos Médicos da Zona Sul (SMSZ), depois de clínicas e hospital dos serviços de assistência médica dos bancários terem sido encerrados após a infeção com o vírus de vários profissionais de saúde.

“Hoje, 23/03/2020, em reunião com o SMZS, o SAMS confirmou o encerramento de todos os seus serviços de saúde, incluindo o hospital, e informou o recurso ao regime de lay-off simplificado para todos os seus trabalhadores, por período de um mês, com possibilidade de renovação”, indica o comunicado do sindicato dos médicos, bastante crítico da atuação da entidade.

No comunicado, o Sindicato dos Médicos da Zona Sul diz condenar “veementemente a atitude irresponsável por parte da administração do SAMS, que colocou em risco a saúde dos seus trabalhadores e dos doentes, e que culminou na decisão de encerramento de todos os estabelecimentos de saúde, pondo em causa os direitos e proteção social dos médicos, bem como deixando centenas de doentes sem qualquer acompanhamento”.“Esta atitude é incompreensível vinda de um sindicato, o Mais Sindicato, que constitui a entidade patronal do SAMS”.

A organização que representa os médicos afirma ainda que vai procurar “a responsabilização da administração do SAMS pela sua reprovável atuação, nomeadamente ao nível da omissão das condições de segurança e saúde dos trabalhadores médicos e da total desconsideração pelos direitos destes”.

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