Catalunha

Sánchez alerta: Catalunha “subestima o efeito da violência na economia”

Protestos em Barcelona EPA/TONI ALBIR
Protestos em Barcelona EPA/TONI ALBIR

O líder do Governo espanhol, Pedro Sánchez, afirmou que "não haverá espaço para a impunidade" contra atos agressivos e que "esta crise será superada"

O presidente interino do governo espanhol, Pedro Sánchez, disse sexta-feira em Bruxelas que o presidente da Generalitat da Catalunha, Quim Torra, “imita os graves efeitos” que os episódios de “violência” estão causando na economia semana na região depois que o Supremo Tribunal decidiu contra os líderes que promoveram o processo de secessão.

Sánchez, que apareceu depois de se reunir com seus colegas europeus, reivindicou a ação “moderada e proporcional” do governo diante dos distúrbios, garantindo que tudo seja resolvido, mas que “não haverá espaço para impunidade” para aqueles que praticaram atos violentos.

“O que vimos do Sr. Torra durante esses últimos dias é precisamente a banalização da violência, subestimando os efeitos da violência, diminuindo os efeitos sérios, na economia, mas na coexistência na Catalunha dessa violência”, disse Sánchez.

O presidente do Governo espanhol em funções, Pedro Sánchez, afirmou hoje que “o Estado de direito não pode ceder ao impulso da exaltação”, advertindo que “não existirá impunidade” face aos “atos de vandalismo” registados nos últimos dias na Catalunha.

Pedro Sánchez falava em Bruxelas, após uma reunião do Conselho Europeu, a propósito dos protestos e dos distúrbios ocorridos nos últimos dias na Catalunha, na sequência da deliberação do Supremo Tribunal espanhol que condenou, na segunda-feira, os principais dirigentes políticos catalães envolvidos na tentativa de independência daquela comunidade autónoma espanhola a penas que vão até um máximo de 13 anos de prisão.

Sánchez insistiu que qualquer decisão a ser tomada em relação à Catalunha “está prevista” e definida com base nos princípios “da firmeza democrática, unidade e da proporcionalidade”.

O político espanhol advertiu, no entanto, que é a própria lei que dita quando se podem tomar tais medidas ou quando são tomadas medidas extraordinárias.

Também salientou que as medidas extraordinárias devem ter uma “legitimidade social” e que as pessoas devem entender a aplicação de tais medidas.

A Catalunha cumpre hoje um dia de greve geral para contestar a sentença do Supremo Tribunal espanhol que condenou 12 dirigentes políticos catalães e Barcelona, que tem sido o palco principal dos protestos independentistas registados nos últimos dias, recebe hoje cinco “marchas pela liberdade” provenientes de várias cidades catalãs.

A cidade de Barcelona tornou-se, desde a noite de segunda-feira, cenário de confrontos entre polícias e manifestantes, que construíram barricadas, queimaram mobiliário urbano e pneus, fizeram fogueiras e atiraram pedras e petardos contra as autoridades.

O mais recente balanço dos protestos dá conta de mais de uma centena de detidos e cerca de 200 agentes da polícia feridos.

Na noite de quinta-feira, foram registados nas ruas de Barcelona confrontos entre independentistas radicais e elementos da extrema-direita.

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