Santiago de Compostela: Sobe para 80 o número de mortos em descarrilamento de comboio

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Um comboio de alta velocidade que fazia a ligação entre Madrid e Ferrol descarrilou hoje à noite perto de Santiago de Compostela. Até ao momento, as autoridades espanholas confirmam, pelo menos, 80 vítimas mortais e 168 feridos, de acordo com o diário espanhol El Mundo. Quatro das vítimas mortais perderam a vida já no hospital.

A conselheira de Saúde da Junta da Galiza informou que 95 feridos estão
hospitalizados, 32 dos quais em estado crítico. Todos os feridos estão
identificados.

O comboio acidentado, um Alvia, fazia a ligação Madrid-Ferrol, quando 13 das carruagens tombaram sobre os carris, à saída do túnel de Angrois, próximo da estação de Santiago de Compostela, quando se aproximavam de uma curva.

Cerca de 200 pessoas participavam nas buscas por eventuais vítimas e tentavam mover as carruagens do comboio acidentado, pelas quatro da manhã, numa operação em que participam, de acordo com a agência Efe, elementos dos bombeiros, proteção civil, polícias locais e nacionais, entre outros.

Maquinista constituído arguido

O maquinista do comboio foi constituído arguido pelo juiz de instrução de Santiago de Compostela encarregado do caso, avança o jornal El País.

Segundo o diário espanhol, o condutor do comboio, Francisco José Garzón Amo, foi chamado a prestar declarações como arguido.

Fontes da investigação informaram que o condutor do comboio, que sofreu apenas ferimentos ligeiros, reconheceu que ia a uma velocidade de cerca de 190 quilómetros por hora numa zona limitada a 80. Depois do acidente, o maquinista manteve comunicações por rádio em que admitiu que ia a uma velocidade muito superior à permitida na curva onde ocorreu o acidente.

Excesso de velocidade poderá ter sido a causa

De acordo com uma notícia publicada pelo El País, o comboio terá descarrilado quando circulava a 190 quilómetros por hora e se preparava para fazer uma curva, na qual não podia ir a mais de 80 quilómetros por hora.

“Trata-se de uma curva muito complicada, muito fechada, por isso, no local onde o comboio descarrilou, é proibido circular a mais de 80 quilómetros por hora, mas, segundo fontes da investigação, parece que o comboio superou os 180 quilómetros por hora”, escreve o El País.

Ao fazer a transição da linha de alta velocidade, onde circulava a mais de 200 quilómetros por hora, para a linha convencional, o Alvia não travou o suficiente e duplicou a velocidade permitida, o que terá feito com que, numa curva apertada, algumas carruagens descarrilassem.

O presidente da operadora ferroviária Renfe, Julio Gómez-Pomar Rodríguez, afirmou que não demorará muito para que se conheçam as causas do acidente, mas sublinhou que a decisão caberá ao juiz, que terá de avaliar todas as provas.

Ferroviária garante que comboio não tinha problemas técnicos

O presidente da Renfe garantiu hoje que o comboio que descarrilou não tinha nenhum problema técnico, assegurando que o veículo tinha chegado de uma revisão.

O comboio “não tinha nenhum problema técnico”, afirmou Julio Gómez-Pomar Rodríguez, em declarações à rádio privada Cadena Cope.

Segundo adiantou, o comboio chegou, na manhã do dia do acidente, de uma revisão.

“Estes comboios vão a uma revisão aos 7.500 quilómetros, depois aos 50 mil e depois aos 150 mil”, explicou o presidente da Renfe, acrescentando que “o dossiê de controlo do comboio estava perfeito”.

Julio Gómez-Pomar Rodríguez referiu ainda que o mecânico responsável pelo comboio tem 52 anos de idade e 30 de experiência na empresa, trabalhando naquela linha há mais de um ano.

– Em atualização

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