OE 2016

Schäuble avisa Costa e Centeno: “mercados já estão nervosos”

Foto: EPA/UWE ANSPACH
Foto: EPA/UWE ANSPACH

“Encorajamos os colegas portugueses a continuarem o caminho bem-sucedido que estava a ser seguido até aqui”, avisou o ministro das Finanças alemão

“Encorajamos os colegas portugueses a continuarem o caminho bem-sucedido que estava a ser seguido até aqui. Os mercados estão a ficar nervosos”, avisou esta quinta-feira o todo-poderoso ministro das Finanças da Alemanha, Wolfgang Schäuble, à entrada do Eurogrupo.

O alemão foi questionado em Bruxelas por alguns jornalistas sobre a sua avaliação aos planos orçamentais de Portugal (o esboço corrigido, entretanto vertido na proposta de Orçamento do Estado para 2016) à porta do edifício onde decorrerá a reunião.

A resposta do ‘falcão’ foi, sem surpresa, dura, tendo em conta que há métricas e políticas adotadas pelo governo socialista que não são respeitadas, como a redução insuficiente do saldo estrutural e a maior ênfase na procura interna e na devolução de rendimentos de salários públicos e pensões, bem como uma aparente maior preocupação com as pessoas mais pobres.

Os ministros das Finanças do euro reúnem hoje para falar sobre a situação da zona euro e do papel global da moeda única, do ajustamento económico da Grécia e sobre o orçamento português, o qual Mário Centeno apresentará esta quinta-feira aos colegas da zona euro.

Para o ministro alemão, que é do partido conservador de direita União Democrata Cristã, enquanto Portugal teve um governo também direita (PSD-CDS) e a troika durante quase quatro anos a aplicar o ajustamento, o país respeitou um rumo de sucesso nas contas públicas e na redução do défice. Mas agora a sua avaliação é diferente; Lisboa está a dar sinais perigosos, disse.

“Estamos a observar os mercados financeiros e eu já disse que Portugal tem de estar bem ciente que pode perturbar os mercados, se der a impressão que está a inverter do caminho percorrido”, insistiu Schäuble. “Seria muito delicado e perigoso para Portugal”.

Com João Francisco Guerreiro

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