Greve dos motoristas

“Se não se decidirem, estamos dispostos a um mês, seis meses ou um ano”

Francisco São Bento, presidente do SNMMP. Foto: Sara Matos/Global Imagens
Francisco São Bento, presidente do SNMMP. Foto: Sara Matos/Global Imagens

Presidente do sindicato dos motoristas de matérias perigosas admite que "não há motivo" para se sentirem isolados, face à retirada do SIMM do protesto

“Estamos aqui duros como o aço”, diz Francisco São Bento, presidente do Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP), aos jornalistas.

O represente do sindicato afirma que se o Governo e a Antram “não se decidirem”, a paralisação poderá durar “um mês, seis meses ou um ano”. “Nós ainda não conseguimos perceber a retirada do SIMM [do protesto]. Estamos nesta greve por estes pressupostos e não a vamos levantar sem os alcançar”, disse, garantido que “não há motivo” para se sentirem isolados.

“Temos tido toda a disponibilidade para negociar. Compete ao Governo levar a Antram a sentar-se à mesa”. A mediação requerida pelo SNMMP passa por reuniões bipartidas, uma vez que que “a Antram não se quer sentar com o sindicato”. Assim a Antram irá reunir com o Governo e este sentar-se-á posteriormente à mesa das negociações com o sindicato.

Questionado sobre o paradeiro de Pardal Henriques, por quem todos esperavam para ouvir as declarações, Francisco São Bento salientou que “ele não está a fugir à comunicação social e que também tem a sua vida para fazer”. O presidente do SNMMP aproveitou para deixar claro que a comunicação social deve deixar de parte a vida pessoal de Pardal Henriques e focar-se nas questões que levam os motoristas a fazer esta greve.

Ontem, o Sindicato Independente dos Motoristas de Mercadorias (SIMM) suspendeu a paralisação e aceitou retomar as negociações com a associação patronal Antram.

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