Secil entre 40 maiores cimenteiras rumo à sustentabilidade

Empresa é a única portuguesa na Global Cement and Concrete Association (GCCA) a assinar compromisso para as metas para a indústria cimenteira mundial de atingir zero emissões liquidas de CO2 em 2050 e reduzir em 25% até 2030.

Empenhada nos objetivos de sustentabilidade, a Global Cement and Concrete Association (GCCA) estabeleceu em reunião geral do setor que juntou 40 das maiores empresas cimenteiras e de produção de betão as metas para a indústria cimenteira mundial, com o compromisso de atingir zero emissões liquidas de CO2 em 2050 e de reduzir em 25% até 2030. E entre as empresas que assumem este comprimisso está a Secil, único membro português da GCCA a subscrever o roteiro e que já está a agir para concretizar os objetivos.

Esses mesmos planos rumo à sustentabilidade foram partilhados com o Dinheiro Vivo pelo administrador da cimenteira, Carlos Abreu, que neste verão revelava um investimento de 86 milhões para ter "a fábrica mais sustentável", um projeto classificado como PIN e apoiado com 14,5 milhões, com arranque marcado para novembro de 2022 e que visa abolir os combustíveis fósseis e reduzir as emissões de CO2.

Esta posição conjunta dos membros da GCCA, oriundos das Américas, Europa, África e Ásia, incluindo vários grandes produtores chineses, representa o maior compromisso mundial de uma indústria global para a neutralidade carbónica e faz da indústria cimenteira mundial a primeira indústria pesada a aderir à Meta Zero Carbono das Nações Unidas.

"Na Secil estamos muito orgulhosos de ser um ativo parceiro neste Roteiro para Zero Carbono da GCCA e estamos também totalmente comprometidos com o nosso contributo para a preservação do clima que permita às próximas gerações usufruir do Planeta como fizeram as gerações anteriores", comentou o presidente da Comissão Executiva da Secil, Otmar Hübscher.

De acordo com a organização, o betão é o material manufaturado mais usado pela humanidade, num total de 14 biliões de m3, produzidos anualmente para construir pontes, tuneis, casas, barragens e proteção costeira, sendo um material essencial à construção moderna, com incomparáveis vantagens em termos de resiliência, disponibilidade e resistência. A produção de cimento, o ligante principal do betão, é responsável por cerca de 7% das emissões mundiais de CO2.

"O betão é o material de construção mais utilizado no mundo, indispensável para a transição para as energias renováveis, infraestruturas resilientes e habitação digna em todo o mundo. A cooperação global na descarbonização do betão é uma necessidade, já que os países que precisam desenvolver as suas infraestruturas e habitação serão os maiores utilizadores de betão nas próximas décadas. Estou orgulhoso do compromisso dos nossos membros para acelerar a descarbonização da nossa indústria de hoje até 2030, uma meta importante para atingirmos o objetivo final de betão carbonicamente neutro. Antevejo um mundo, num futuro não distante, em que uma economia sustentável e de zero carbono será literalmente construída com betão verde. Precisamos que todos os governos trabalhem connosco e usem o seu enorme poder de encomenda para preferir betão de baixo carbono nas suas infraestruturas e habitação", comentou também Thomas Guillot, CEO da GCCA.

O roteiro para atingir a neutralidade carbónica é desenhado através de um plano de sete pontos baseado em ações ambiciosas, mas exequíveis para reduzir a intensidade carbónica do clínquer e a utilização de combustíveis fósseis, e também acelerar a inovação nos produtos e na eficiência de processos e tecnologias de disruptivas como o sequestro de carbono

Os membros da GCCA representam um mercado global de cimento e betão que atinge anualmente 440 mil milhões de dólares e são a base de um setor de construção que representa 13% do PIB mundial. Pelo que o repto de António Guterres, secretário-geral das Nações Unidas, para que "todas as empresas cimenteiras se juntem a este vital desafio" e que os governos "e todos os parceiros relevantes neste processo alinhem financiamentos, públicos ou privados, e processos de compra para criar sólidos mercados de produtos neutros em carbono e desenvolvam roteiros nacionais de neutralidade carbónica" faz todo o sentido. "Três quartos das infraestruturas que existirão em 2050 ainda não foram sequer construídos. Sem uma ação credível imediata, as futuras gerações não terão um planeta habitável em que possam construir. As Nações Unidas estão firmes no apoio à aceleração da transformação na vossa indústria", conclui Guterres.

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