Turismo

Secretária de Estado do Turismo quer melhorar linhas de financiamento

Turistas em Lisboa. (Orlando Almeida / Global Imagens)
Turistas em Lisboa. (Orlando Almeida / Global Imagens)

Desde 2015, foram aprovados 59 projetos na área do turismo, na área do Alto Douro Vinhateiro, num total de inventivo de 36 milhões de euros.

A secretária de Estado do Turismo, Rita Marques, comprometeu-se hoje, em São João da Pesqueira, “a melhorar” as linhas de financiamento para sejam mais “eficientes” e “alavanca” de investimento quer nacional e estrangeiro.

“Este é o primeiro compromisso que assumo, enquanto tutelar desta pasta. De facto, trabalharmos para podermos ter linhas de financiamento mais eficientes, mais efetivas e que possam alavancar o impacto que todos queremos na região”, afirmou Rita Marques, durante as comemorações do 18.º aniversário da classificação do Alto Douro Vinhateiro (ADV) pela UNESCO.

A governante disse que, desde 2015, foram aprovados 59 projetos na área do turismo, na área do Alto Douro Vinhateiro, num total de inventivo de 36 milhões de euros.

“Mas a verdade é que, quando analisamos as taxas de execução destes projetos, muitos deles acabaram ou por não serem iniciados ou não ser terminados. O que nos leva de facto a crer que nem sempre, enfim, os recursos financeiros são a condição ‘sine qua non’ para que isto resulte”, referiu.

E continuou: “ainda assim vamos ter que melhorar as nossas linhas de financiamento, de modo a garantir que o empresário, seja local ou estrangeiro, mas que tenha interesses sobre a região, possam investir de uma forma mais certeira e mais consequente de modo a criar aqui uma oferta em rede”.

O Norte foi o que mais cresceu em número de turistas, no entanto apenas 4,3% do total de hóspedes pernoitam no Alto Douro Vinhateiro.

Rita Marques disse que é preciso “fazer mais e melhor”, pelo que defendeu a aposta num “turismo diferente, um turismo que não é de massas, um turismo de qualidade que cruze a cultura, os saberes, os produtos endógenos”.

A secretária de Estado destacou ainda o “papel fundamental das acessibilidades”, rodoviárias e ferroviárias, que permitam que o turista possa conhecer o Porto, mas “depois se desconcentre para outras geografias, nomeadamente para o Douro”.

“A questão das infraestruturas é um tema que merece total atenção e temos, de facto, saber explorar ainda mais este eixo, esta ponte com Castela e Leão, potenciado a linha do património Porto, Douro, Côa e Salamanca. É um potencial imenso, abraçar esta rede e podermos construir pontes de entrada e saída para este nosso Douro”, sublinhou.

Por fim, defendeu a dinamização de eventos como forma também de combater a sazonalidade no turismo.

São João da Pesqueira, no distrito de Vila Real, é o concelho que mais área possui no ADV e foi o palco para as comemorações do aniversário do Património Mundial, classificado pela UNESCO em 2001.

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