Secretário de Estado destaca "sinais positivos" na têxtil

João Neves visitou os expositores da fileira têxtil no MODTISSIMO, na Alfândega do Porto

O secretário de Estado Adjunto e da Economia visitou, nesta quarta-feira, o salão têxtil MODTISSIMO, na Alfândega do Porto, onde encontrou empresas supreendidas com o nível de afluência de visitantes. Esta será a única feira têxtil da Península Ibérica a realizar-se em versão física depois da pandemia e os compradores compareceram para conhecer as novidades. João Neves admite que este é "apenas um sinal positivo no meio de uma situação muito difícil", mas lembra que os sinais de esperança são, também, "muito importantes".

O governante destacou os "sinais de recuperação" nos últimos dois meses, para estimar que, a manterem-se, "é possível que o impacto da pandemia sobre o emprego" seja menos penalizador do que o previsto. Questionado sobre as dificuldades das empresas e os pedidos recorrentes para mais apoios, João Neves reconhece que há que "acompanhar a evolução da situação".

O secretário de Estado reconhece que há segmentos de mercado com sinais de recuperação "mais evidentes", caso dos têxteis-lar, que "esperam chegar ao final do ano com um valor muito próximo do ano passado ou até ultrapassá-lo", diz, embora noutros segmentos a recuperação esteja a ser "mais lenta". E deixa a promessa de que o Governo se mantém atento e disponível para "encontrar os instrumentos que melhor permitam suportar as empresas e os empregos".

Além do já anunciado alargamento das moratórias no crédito, que permitirão "diminuir a pressão sobre a tesouraria das empresas", o Governo irá reforçar "muito significativamente" os apoios à formação profissional. E há outros em estudo. A prioridade é a manutenção do emprego até que as empresas possam "aproveitar a futura dinâmica do mercado".

A 56ª edição do MODTISSIMO, que amanhã encerra na Alfândega do Porto, conta com 120 expositores, responsável por duas centenas de coleções da fileira têxtil, desde os fios ao produto final. A organização é da Selectiva Moda e Manuel Serrão, CEO da associação, destaca o "rigoroso plano de contingência" desenhado e implementado, no âmbito das medidas de segurança e higiene de combate à covid-19.

Sobre os visitantes, foram 2500 os que fizeram a sua pré-inscrição, mas muitos só se registaram à chegada. O check-in está colocado no exterior do edifício da Alfãndega, ao ar livre, para evitar aglomerados no interior. A grande maioria dos visitantes são portugueses, mas há, também, mais de uma centena de estrangeiros, em especial alemães, holandeses, franceses, espanhóis e, até, americanos. O cancelamento de feiras internacionais de grande envergadura, como a Première Vision, onde Portugal é presença assídua, terá levado muitos compradores a visitarem diretamente as empresas nacionais no MODTISSIMO. "Há menos gente nos corredores, mas quem vem, vem para trabalhar, provavelmente já com as reuniões devidamente marcadas", diz Manuel Serrão, que se dará por feliz se conseguir fechar a feira com o mesmo rácio de visitantes que teve de expositores: 95% do habitual.

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