Mercado de Trabalho

Sector privado. Salários aceleram 3,4% para média de 954 euros

O ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, José António Vieira da Silva. (JOSÉ COELHO/LUSA)
O ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, José António Vieira da Silva. (JOSÉ COELHO/LUSA)

Sector dos transportes e armazenagem lidera subidas, com um ganho de 6,3% e média nos 1214 euros.

A média salarial bruta no sector privado voltou a acelerar no segundo trimestre, ficando em junho nos 954 euros. São mais 3,4% do que no mesmo mês do ano passado, e um ganho de 0,3% relativamente às remunerações médias registadas em março (então 951 euros).

Os dados do INE, divulgados esta quinta-feira, têm por base a declaração mensal de remunerações transmitidas à Segurança Social por mais de 396 mil empresas e abrangendo um universo de perto de 3,6 milhões de trabalhadores.

Num ano, a média salarial regular dos trabalhadores por conta de outrem incluídos nas estatísticas (na maioria, do sector privado, embora os dados também contem os funcionários públicos que descontam para a Segurança Social) ganhou 31 euros. O aumento de 3,4% volta a representar uma aceleração nas remunerações. Em março, os salários subiam 3,1%.

Já as remunerações brutas globais – incluindo, por exemplo, o subsídio de férias, mas não cartões de refeição – cresciam na mesma medida para um valor bruto de 1180 euros no mês de arranque do verão.

A atividade dos transportes e armazenagem foi neste período aquela que conheceu maior subida remuneratória, num ganho de 6,3%, para uma média de remuneração bruta regular mensal de 1214 euros.

Na educação, observa-se o segundo maior ganho, de 5,8%, para 1095 euros, seguindo-se as indústrias extrativas, com uma melhoria salarial bruta de 4,1% para 1196 euros mensais. Nos serviços administrativos e em sectores privados ligados aos Estado o ganho era, em junho, de 3,9%, para 654 euros e 1101 euros, respetivamente.

Na indústria, a atividade que mais concentra trabalhadores ao serviço das empresas, a expansão salarial é menor, mais ainda significativa, de 3,3% para uma média de 946 euros. E, no comércio, segundo grande sector empregador, a melhoria foi de 2,3% para 892 euros.

Com uma evolução positiva em todos os sectores de atividade, a banca foi, ainda assim, aquela onde os trabalhadores menos obtiveram ganhos salariais ao longo do último ano. A subida foi de 0,8%. Este é, porém, o sector que oferece as remunerações mais elevadas – a média está em 2049 euros.

Corrigido às 18h01 de 16 de agosto. Os valores de remunerações declaradas à Segurança Social que suportam as estatísticas do INE incluem também trabalhadores do sector público em várias vertentes de administração, profissionais da educação e da saúde, embora não todos os funcionários públicos.

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