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Seguradora da Fidelidade em Cabo Verde com lucros de 1,5 milhões

Fotografia: Orlando Almeida / Global Imagens
Fotografia: Orlando Almeida / Global Imagens

60% dos lucros, equivalente a mais de 102 milhões de escudos (quase um milhão de euros), serão distribuídos como dividendos pelos acionistas.

Os lucros da seguradora cabo-verdiana Garantia, do grupo de origem portuguesa Fidelidade, aumentaram 17% em 2019, face ao ano anterior, para mais de 1,5 milhões de euros, sendo mais de metade para distribuir como dividendos aos acionistas.

Segundo o último relatório e contas da seguradora, a maior do país (aumentou a quota de mercado de 58 para 61%), o exercício de 2019 fechou com um resultado líquido de 170.174.475 escudos (1,542 milhões de euros), tendo o conselho de administração aprovado que 10% desse valor será aplicado na reserva legal e 30% transferido para outras reservas.

Os restantes 60%, equivalente a mais de 102 milhões de escudos (quase um milhão de euros), serão distribuídos como dividendos pelos acionistas.

“O resultado por ação situou-se em 851 escudos [7,70 euros], face aos 729 escudos [6,60 euros] de 2018. A rentabilidade líquida aumentou de 9,8% para 10,2% e o rácio combinado desceu de 80,7% para 77,9%”, aponta o relatório e contas.

A Fidelidade – Companhia de seguros detém uma participação de 55,89% do capital social da seguradora Garantia, enquanto o Banco Comercial do Atlântico (de Cabo Verde, do grupo Caixa Geral de Depósitos) assume uma quota de 25% e o Instituto Nacional de Previdência Social de 12,19%, cabendo ainda 4,5% aos Correios de Cabo Verde, enquanto os restantes 2,42% das ações estão nas mãos dos trabalhadores.

O aumento do resultado líquido da companhia em 2019, aliado ao aumento na rubrica de reservas, impulsionou um crescimento de 12% no valor do capital próprio no final de 2019, para 1.357 milhões de escudos (12,3 milhões de euros).

A carteira de prémios da companhia “apresentou uma performance bastante positiva”, refere o relatório, com uma taxa de crescimento global de 16% em 2019, face ao ano anterior, para mais de 1.732 milhões de escudos (15,7 milhões de euros), nas áreas “Não Vida”, como Acidentes e Doença, Incêndio, Automóvel, Transportes ou Responsabilidade Civil, e “Vida”.

Os custos com sinistros de seguro direto da Garantia ascenderam em 2019 a mais de 496 milhões de escudos (4,5 milhões de euros), o que representa um agravamento de 13% face a 2018.

Em 31 de dezembro de 2019, a companhia do grupo Fidelidade em Cabo Verde tinha provisões técnicas totais de 1.353 milhões de escudos (12,2 milhões de euros), um aumento de 14% face ao ano anterior.

“Face à excelente performance da carteira de prémios em 2019, o aumento das responsabilidades para com os tomadores de seguros impulsiona, naturalmente, um aumento generalizado do volume das provisões técnicas”, justifica o relatório e contas.

Na componente da atividade financeira, a seguradora fechou o ano com uma quebra de 7%, face a 2018, para 57 milhões de escudos (516 mil euros), incluindo depósitos e títulos do tesouro cabo-verdiano.

A seguradora, que fechou o ano com 122 trabalhadores em Cabo Verde, aponta ainda, recorrendo a “dados provisórios de dezembro de 2019”, que o total do volume de prémios de seguro direto no país ascendeu a 2.850 milhões de escudos (25,8 milhões de euros), “o que significa um crescimento de 11% face a 2018”.

A Garantia – que resultou da cisão do Instituto de Seguros e Providência Social de Cabo Verde e posterior privatização, em 1992 – é controlada pelo grupo Fidelidade. Este, na sequência da privatização da companhia portuguesa, passou a ter a FIL, através da Longrun Portugal, SGPS, como principal acionista, com 84,9861% do capital social. A Caixa Geral de Depósitos continua como acionista estratégico, detendo 15% do capital social da Fidelidade.

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