Seguro apresentou cinco propostas para promover o crescimento económico do país

O Partido Socialista apresentou cinco propostas para o Governo equilibrar as contas públicas sem recorrer à austeridade, mas sim apostando no crescimento económico. O aumento do salário mínimo nacional, o fim da CES, o pagamento das dívidas do Estado, a redução do IVA para 13% e usar os cinco mil milhões de fundos europeus do QREN ainda remanescentes, foram as propostas do PS.

"Há uma alternativa que consegue conjugar o equilíbrio sustentável das contas públicas, não apenas através apenas de cortes cegos, mas através de um limite de despesa, mas também através de receitas que só o emprego e o crescimento conseguem gerar", disse o secretário-geral do PS, António José Seguro, esta quarta-feira durante o debate do Estado da Nação.

"Compete ao Partido Socialista, como partido responsável na oposição não dizer apenas o que está mal no nosso país", afirmou Seguro que deixou "cinco propostas concretas" a Passos Coelho para a "recuperação do rendimento e para o crescimento da economia".

"Primeiro, o aumento do salário mínimo nacional, há um consenso na sociedade portuguesa, mas o Governo está fora desse consenso. Segundo, acabar com a contribuição extraordinária de solidariedade para repor as reformas aos idosos, que nunca deviam ter sentido nas suas reformas e pensões", começou por enumerar o líder do PS.

Em terceiro, António José Seguro propôs o pagamento de "todas as dívidas do Estado" às empresas com o dinheiro da troika destinado à recapitalização da banca e que não foi usado. "Sempre que houve necessidade de acudir aos bancos não faltou dinheiro, agora que há dinheiro porque os bancos não precisaram dele o senhor tem a responsabilidade de injetar este dinheiro na economia e pagar as dívida às empresas. Quarto, reduzir o IVA da restauração para a taxa intermédia dos 13%", sublinhou.

Por último, Seguro defende a dinamização da economia "através de investimento público", em particular os fundos do anterior programa de fundos europeus o QREN, dos quais ainda resta aplicar cinco mil milhões de euros.

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