Seis pontos de alta pressão sobre a dívida portuguesa

Maria Brito, técnica de secretariado
Maria Brito, técnica de secretariado

Serviço da dívidaJuros per capita em Portugal subiram até 657 euros em 2012 e reforçarão tendência até 732 euros em 2014. Antes do programa de ajustamento (em 2010) fatura valia 468 euros por habitante, 56% abaixo do que se prevê para o próximo ano.

ReclassificaçõesEmpresas públicas, dívidas dos bancos nacionalizados (BPN e BPP), dívidas de empresas públicas e de parcerias com privados, os 12 mil milhões de euros que o Estado reservou para ajudar os bancos a recapitalizarem-se. Tudo isto contribuiu para engordar a dívida assumida por todos, agravando os juros.

Taxa de juroCusto cobrado pela troika ronda 3,3% ao ano, leve quando comparado com o que se prevê nos próximos anos. Segundo a Comissão Europeia, a tendência é para Portugal pagar cada vez mais à medida que regressa aos mercados. Média poderá chegar a 4% dentro de três anos.

Pacto orçamentalA fatura crescente dos juros complica a condução desta política orçamental. As novas regras europeias exigem que os países reduzam a dívida que excede os 60% do PIB em 20 anos. Todos os anos.

2014 difícilPara além dos juros, este ano Portugal terá de amortizar (pagar o capital aos credores) ‘apenas’ 5,9 mil milhões de euros de dívida de longo prazi, um valor que mais do que duplica em 2014. no próximo ano, diz Bruxelas, a República terá de repor 14,6 mil milhões de euros. É a “concentração” de que fala Gaspar.

2015 e 2016 tambémEm 2015, Portugal começa a amortizar o empréstimo da troika, o que dá outra dor de cabeça. Está programa a devolução de 2,3 mil milhões de euros nesse ano e de 10,1 mil milhões em 2016. O Governo vai tentar “suavizar” este calendário.

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