Trabalho

Será o espaço de coworking o local de trabalho do futuro?

Em 2017, havia 11.790 espaços de coworking no mundo inteiro, com 1,74 milhões de membros.

“Os espaços de trabalho partilhados já não são apenas para as startups”, afirma Mário Rocha, manager da Hays Portugal. Segundo o último Hays Journal, os espaços de coworking cresceram rapidamente. Em 2017, havia 11.790 espaços destes no mundo inteiro, com 1,74 milhões de membros, indicam a GCUC, uma empresa de conferência de co-working, e a Emergent Research, uma empresa de investigação e consultoria.

“As grandes empresas estão cada vez mais a adotar o fenómeno de coworking, no entanto, não é para todo o tipo de empresas”, diz Mário Rocha.

Há, assim, vários prós e contras a considerar antes de as empresas aderirem a esta tendência. Entre as vantagens, a Hays defende que este tipo de espaços potencia o networking e uma cultura mais colaborativa.

Outro benefício prende-se com a oportunidade de negócios emergentes. A KPMG é um exemplo de empresa que trabalha perto de startups em espaços de coworking, em vários países, para identificar tendências em crescimento e oportunidades para apoiá-las desde inicio. Kirsty Mitchell, director of Growth da KPMG, acredita que este tipo de ambientes poderiam ajudar as equipas de projetos a criar novas soluções, em vez de estarem em salas fechadas dentro da empresa, que segundo a mesma, podem impedir o processo criativo.

Por outro lado, também há desvantagens. “Não somos todos iguais e, para sermos eficazes, um espaço de coworking deve, portanto, ser capaz de se adaptar às necessidades das pessoas e dos colaboradores”, defende Mário Rocha. Para solucionar este problema, o responsável da Hays afirma que é necessário garantir que existam salas de reunião e várias áreas privadas para atender telefonemas de clientes ou para conversas particulares.

Cabe assim a cada empresa avaliar se reúne as condições necessárias para aderir a esta tendência.

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