Consumo

Sete pecados digitais a evitar nesta Black Friday

Foto: DR
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Dados estatísticos permitem concluir que, se há cada vez mais consumidores a comprar online, também há mais queixas sobre comércio eletrónico.

O número de reclamações relativas a compras online subiram 27%, entre 1 de janeiro de 2019 e 20 e novembro, face ao ano passado. No total foram registadas 9064 queixas, de acordo com o Portal da Queixa.

A plataforma recebe em média 30 reclamações por dia relacionadas com o comércio eletrónico, com destaque para os setores da tecnologia e eletrodomésticos e viagens e turismo. Os principais motivos das reclamações prendem-se com falhas ou atrasos de entrega, burlas ou problemas no apoio ao cliente.

A pensar na Black Friday, que se assinala já a 29 de novembro, e com o objetivo de evitar experiências negativas, o Portal da Queixa enumera os “sete pecados digitais” para sobreviver a esta sexta-feira negra.

“Entendemos que é nosso dever contribuir com uma abordagem inclusiva, ajudando os consumidores a obterem o conhecimento necessário para efetuarem as suas compras em segurança”, aponta Pedro Lourenço, CEO do Portal da Queixa.

Gula: Não compre o que não precisa

É o primeiro pecado digital e um dos mais frequentes em época de descontos. Como o produto está mais barato, há a tendência para comprar em excesso.

“Saiba identificar se de facto o produto vai dar jeito e se vale a pena. Procure assim por opiniões online, como por exemplo no Portal da Queixa, caso tenha dúvidas acerca do produto/serviço que irá adquirir”.

Avareza: Partilhe a sua experiência com outros consumidores

Este pecado não está diretamente relacionado com a poupança, mas antes à não partilha de experiências de consumo.

“A partilha de uma experiência de consumo, quer seja positiva ou negativa, pode trazer bastantes benefícios não só para outros consumidores como também ajudar o próprio a melhorar a sua experiência.”

Luxúria: Desconfie do que é demasiado bom para ser verdade

Comprar produtos caros e sofisticados a preços muito baixos é o principal objetivo deste dia, mas há que saber distinguir as ofertas reais das fraudulentas.

Primeiro, tente saber o preço original do produto pré-Black Friday. De seguida, tente definir uma meta de quanto estaria disposto a pagar por aquele produto, sem fugir muito à realidade. Segundo, caso faça uma compra online procure identificar sinais fraudulentos ou verificar se tem algo que lhe permita sentir segurança (conexão em https por exemplo). Terceiro, tome a sua decisão tendo em conta opiniões ou experiências de consumo online que o podem ajudar a evitar casos fraudulentos.

Ira: Não aja de cabeça quente

Viu um produto com um excelente preço numa loja e comprou, obtendo a promessa de que seria o mais barato no mercado naquele momento. Contudo, verificou que o preço estava ainda mais baixo noutra loja.

“Antes de sair disparado para exigir satisfações, procure antes compreender se não haverá diferenças (por exemplo, na outra loja ser um último produto) ou até tentar encontrar uma solução com a loja onde adquiriu o produto.”

Inveja: Avalie a sua situação

O seu amigo conseguiu fazer um ótimo negócio com um determinado produto ou serviço? “Por vezes, não sabemos bem as condições ou a forma como o nosso amigo conseguiu aquele excelente negócio. Por isso, na hora de procurar o mesmo negócio, avalie bem a situação.”

Preguiça: Pesquise antes de comprar

A pesquisa só o irá ajudar a tomar melhores decisões. “Pode e deve utilizar plataformas como o Portal da Queixa para pesquisar sobre determinada marca ou empresa, uma vez que, neste tipo de sites consegue encontrar experiências de outros consumidores e fazê-lo perceber se está ou não a fazer uma boa compra.”

Orgulho: Reclame os seus direitos

Ninguém é imune a más experiências. O problema é não procurar uma forma de as resolver.

Portanto, o melhor será reclamar os seus direitos a quem lhe vendeu o produto e partilhar a experiência com outros consumidores.

 

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