Setor imobiliário otimista apela a necessidade de cautela

Luís Lima, presidente da APEMIP
Luís Lima, presidente da APEMIP

A Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP) declarou hoje que o setor tem dado continuidade ao otimismo sentido desde o começo do ano, mas advertiu que as euforias devem ser evitadas.

Num comunicado intitulado “O mercado imobiliário continua em reajustamento com sinais de crescente dinamismo”, a APEMIP refere que “o primeiro trimestre do ano deu continuidade ao crescimento da confiança no setor imobiliário”, traduzindo-se numa maior abertura por parte dos bancos “no que toca ao crédito à habitação”.

Leia também: Taxa de juro implícita no crédito à habitação aumentou pelo nono mês

“As expetativas da fileira do imobiliário para o decorrer deste ano têm-se mantido positivas, e o otimismo que sentimos deixa todos os agentes do setor verdadeiramente crentes de que este será, finalmente, o momento da sua recuperação”, escreve o presidente da APEMIP, Luís Lima, no catálogo de estudos de mercado do primeiro trimestre do ano, realçando a importância de “programas como os vistos Gold ou o regime fiscal para residentes não habituais”.

Ainda assim, Luís Lima ressalva que é “um setor que, apesar de apresentar melhorias, está ainda muito frágil, e qualquer passo em falso poderá deitar por terra todo o esforço envidado em prol da sua recuperação”, pelo que se devem “evitar ao máximo estas euforias”.

De acordo com dados da APEMIP, baseados em pesquisas efetuadas no portal Casa Yes, “a procura de imóveis residenciais para aquisição é também uma realidade recorrente”.

“Numa análise por tipo de imóvel, 58,8% das pesquisas direcionaram-se para apartamentos e 31,3% para moradias. Na análise ao nível concelhio, e tendo por base de referência o primeiro trimestre do ano corrente, é interessante verificar que Lisboa encontra-se na primazia no âmbito dos concelhos mais pesquisados com 10,3%, na procura de apartamentos com 15,3%, no que concerne a imóveis não residenciais encerra cerca de 6,2%, nos imóveis para compra 9,2% e para arrendamento 13,1%”, refere o comunicado da associação.

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