Natalidade

Sex and the City. Há um novo baby boom em Lisboa?

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Melhores condições de vida nas cidades ou o efeito Brangelina são alguns dos motivos apontados pelos investigadores de Sex and the City.

Lisboa é uma das cidades europeias e norte-americanas com uma taxa de natalidade superior à média nacional, de acordo com um estudo levado a cabo pela Allianz.

“Surpreendentemente, as cidades com alguns dos maiores custos de vida e habitação também mostram uma taxa de natalidade superior em comparação com a média nacional”, afirma Brigitte Miksa, chefe da Allianz International Pensions e um dos investigadores envolvidos no estudo Sex and the City, citada em nota de imprensa.

Oslo (+16%), Copenhaga (+14%), Estocolmo (+13%), Londres (+8%) e Nova Iorque e Munique (5%) são algumas das cidades com elevados custos de vida, mas que ainda assim apresentam um mini baby boom, contrário às tendências decrescentes de natalidade a nível mundial. Desde 1970 que, segundo os dados das Nações Unidas, a fertilidade nas regiões mais desenvolvidas baixou de uma média de 2,2 filhos por mulher para 1,7, tendo nas regiões menos desenvolvidas descido de 5,4 para 2,6 filhos.

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Uma descida das taxas de natalidade que gera problemas relacionados com o envelhecimento da população.

O estudo Sex and the City analisou 41 cidades e comparou as suas taxas de natalidade face à média nacional. Lisboa surge como uma das cidades com uma taxa de natalidade mais elevada face à média nacional: 50,5%. Nos Estados Unidos, por exemplo, Chicago apresenta uma taxa de natalidade 3% superior face à média nacional, já em Dallas esse valor é de 17%.

A elevada taxa de natalidade, quando comparada com a média do país, não quer dizer necessariamente que os problemas de envelhecimento estejam sanados. Das cidades analisadas, apenas Dallas e Birmingham têm taxas de fertilidade de 2,1 filhos por mulher, o necessário para a substituição de uma geração, sem considerar a imigração. Bruxelas, Estocolmo, Oslo, Londres e Nova Iorque têm níveis de fertilidade imediatamente abaixo da taxa de substituição.

O estudo aponta alguns dos motivos para este mini baby boom nas cidades. “De acordo com a nossa pesquisa, os indicadores para o aumento da fertilidade em algumas cidades, incluem melhores oportunidades de emprego que oferecem equilíbrio entre a vida profissional e a infraestrutura mais abrangente, com um acesso facilitado a serviços de acolhimento”, comenta Brigitte Miksa. “As pessoas que vivem nas cidades possuem um nível mais alto de escolaridade e, portanto, geralmente possuem um nível económico maior, o que pode compensar os altos custos da habitação”.

Os investigadores falam ainda do chamado efeito Brangelina – associado aos atores Brad Pitt e Angeline Jolie pais de 6 crianças – entre os casais com maior poder económico. “As crianças tendem a ser símbolos de status, quer isto dizer que os seus pais aferem um interesse social em mostrar que têm e podem ter muitos filhos”.

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