Greve dos motoristas

Sindicato dos Motoristas “preocupado” com reunião entre Governo e Antram

( Álvaro Isidoro / Global Imagens )
( Álvaro Isidoro / Global Imagens )

O Ministro das Infraestruturas reúne-se esta tarde com o Sindicato dos Motoristas de Matérias Perigosas.

Ainda não eram 16 horas quando Pedro Pardal Henriques chegou ao Ministério das Infraestruturas e da Habitação. O porta-voz do Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP) mostrou-se “preocupado”, porque antes do encontro agendado para a tarde desta terça-feira, o ministro Pedro Nuno Santos esteve reunido com os representantes da Antram.

“Estamos preocupados porque mais uma vez o Governo reuniu com a Antram sem a nossa presença, mas vamos dar o benefício da dúvida que tudo correrá da forma como a Antram demonstrou estar de boa-fé, assim como nós estamos de boa-fé”, declarou o representante do SNMMP.

A reunião entre o Governo e a associação que representa os patrões estava agendada desde ontem, e começou pelo meio-dia. Foi interrompida pouco mais de duas horas depois, altura em que o Governo e André Matias de Almeida, da Antram, saíram para almoçar sem prestar declarações.

O ministro, juntamente com o secretário de Estado Miguel Cabrita, que também tem estado presente na mesa das negociações, regressaram pouco depois das 16h00. Confrontado com as declarações de Pardal Henriques, o ministro disse aos jornalistas que “a telenovela já acabou”.

Pedro Pardal Henriques chegou acompanhado por Francisco São Bento, presidente do Sindicato, e Bruno Fialho, vice-presidente do Sindicato Nacional de Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC), que já esteve presente na reunião da última sexta-feira, enquanto mediador do conflito que opõe os motoristas à Antram. Na mesa das negociações está também presente Manuel Francisco, vogal da direção do SNMMP.

A reunião que decorre esta tarde junta apenas o Governo e o SNMMP, já que as negociações entre as três partes têm decorrido sempre em encontros separados. A Antram ainda poderá regressar ao Ministério, dependendo do rumo das conversações entre o Governo e o Sindicato.

Quando desconvocou a greve, que durou sete dias, o sindicato avisou que, “caso a Antram demonstre uma postura intransigente na reunião”, poderá voltar a convocar uma nova paralisação, desta vez às horas extraordinárias, fins de semana e feriados.

Já a Antram parte para este processo negocial com a garantia de que está disponível para negociar, mas com limites. André Matias de Almeida afirmou que as empresas não irão além “do que podem suportar”, nem poderão aceitar um acordo que culmine em despedimentos coletivos ou no fecho de empresas.

Os motoristas de matérias perigosas exigem que, dada a especificidade das funções que desempenham, o subsídio de operações que recebem seja de 175 euros, mais 50 euros face ao valor que é atribuído aos restantes profissionais do setor. Para a Antram, a reivindicação é “injusta” e “incomportável” para as empresas.

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