Greve dos motoristas

Sindicato faz greve “cirúrgica” às horas extra entre 7 e 22 de setembro

TIAGO PETINGA/LUSA
TIAGO PETINGA/LUSA

O presidente do Sindicato dos Motoristas de Matérias Perigosas apresentou o pré-aviso de greve em conferência de imprensa.

Francisco São Bento confirmou esta quarta-feira que o Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP) vai avançar para uma greve às horas extraordinárias a partir da meia-noite do dia 7 de setembro. A paralisação vai durar até às 23h59 de 22 de setembro.

O presidente do SNMMP formalizou ao início desta tarde o que o porta-voz do sindicato, Pedro Pardal Henriques, já tinha revelado de manhã à Rádio Observador.

Na conferência de imprensa que deu em Aveiras de Cima, Francisco São Bento destacou que o pré-aviso de greve surge na sequência “da intransigência da Antram”. Os patrões e o sindicato estiveram ontem reunidos com o Governo, em reuniões separadas, mas não conseguiram chegar a um acordo que levasse as partes a um processo oficial de mediação.

A greve que terá início à meia-noite do dia 7 de setembro, cumprindo assim os 10 dias úteis obrigatórios do pré-aviso, irá incidir sobre as horas extraordinárias, fins de semana e feriados.

O Sindicato e a Antram não chegaram a acordo devido a duas exigências que o SNMPP pretendia ver inscritas no documento que as duas partes iriam levar à mediação. O Sindicato pretende ver garantido o pagamento de horas extraordinárias, bem como um aumento de 50 euros do subsídio que os motoristas recebem por manusearem combustíveis.

Para Francisco São Bento, “isto não é uma reivindicação, é dar início à mediação com uma garantia”, sublinhando que “a Antram é que vinha com condições”.

“Estamos a pedir que, para se dar início à mediação, sejam cumpridos os trâmites legais”, destacou.

O dirigente sindical ressalvou ainda que, sendo esta uma greve às horas extraordinárias, não vê “necessidade de apresentar serviços mínimos, porque os trabalhadores vão desempenhar as suas funções como está ao abrigo da lei”.

Com este tipo de protesto, adiantou Francisco São Bento, o sindicato quer “comprovar que as empresas de transporte funcionam com base no trabalho suplementar”. O dirigente revelou que este ano “existem trabalhadores com 500 horas extra já feitas, e ainda só estamos em agosto”.

O responsável disse que “ainda não houve uma resposta concreta por parte do Governo e da Antram”, e admitiu que a greve pode não avançar, “caso estes dois princípios basilares sejam aceites”, colocando novamente a bola do lado do Governo e dos patrões.

“Temos duas semanas para nos sentarmos à mesa e dar início à mediação”, concluiu Francisco São Bento.

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