Greve dos motoristas

Sindicato: “Queremos bases bem definidas para iniciar negociação”

O advogado e até há uns dias porta-voz do sindicato nacional dos motoristas, Pardal Henriques. ANTÓNIO COTRIM/LUSA
O advogado e até há uns dias porta-voz do sindicato nacional dos motoristas, Pardal Henriques. ANTÓNIO COTRIM/LUSA

Para Pardal Henriques "a ANTRAM está com as costas quentes" porque "os serviços são garantidos patrocinados pelo Estado".

O Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP) está disponível para negociar com a associação patronal, “desde que o processo de mediação tenha bases bem definidas”.

A ANTRAM-Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias mostrou-se hoje estar disponível para negociar e garantiu que iria entregar um pedido de mediação do governo.

“Nós ficámos muito felizes (com a posição revelada pela ANTRAM) e queremos partir para um processo de negociação”, disse Pedro Pardal Henriques, porta-voz do Sindicato.

“Queremos chegar a um consenso de base de negociação”, disse Pardal Henriques aos jornalistas. “Vamos falar primeiro com os nossos sócios amanhã em plenário” antes de divulgar a proposta do Sindicato, adiantou.

Pardal Henriques disse, no entanto, que “a ANTRAM está com as costas quentes”para justificar a posição inflexível da associação patronal nas negociações para por o fim à greve que dura desde segunda-feira.

“Os serviços são garantidos (na greve) patrocinados pelo Estado”, afirmou aos jornalistas.

Lembrou que o governo tem apoiado à associação patronal ao avançar com a requisição civil e ao obrigar os militares a prestar serviços, em substituição dos motoristas, “à margem do que seria pensável num Estado de direito”.

Questionado sobre se o Sindicato teme que a disponibilidade evidenciada hoje pela ANTRAM para negociar seja uma farsa, Pardal Henriques respondeu. ” Espero que não seja uma farsa”.

Adiantou que o Sindicato está a estudar “as consequências de tudo o que aconteceu nestes dias”. “Iremos pedir à justiça portuguesa para responsabilizar todos aqueles que não estiveram bem ou que violaram as leis”, disse.

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