OE2020

Sindicatos querem mais medidas de proteção

José Abrão, presidente da FESAP (Federação de Sindicatos da Administração Pública)

(JFS / Global Imagens)
José Abrão, presidente da FESAP (Federação de Sindicatos da Administração Pública) (JFS / Global Imagens)

Fesap vai discutir questão com a tutela, além dos salários

A Fesap espera que o Governo apresente medidas concretas para combater as agressões aos trabalhadores do Estado que estão no serviços de atendimento ou de contacto com o público.

“Queremos ver se o Governo tem alguma coisa em carteira”, adiantou ao Dinheiro Vivo o secretário-geral da Federação dos Sindicatos da Administração Pública (Fesap), afeta à UGT, antecipando as reuniões que vai ter com as ministras do Trabalho e Segurança Social e da Administração Pública nos próximos dias 03 e 10 de fevereiro. José Abraão vai acompanhar o líder da UGT que foi convocado para um encontro na próxima semana dia 03, antes da votação final global do Orçamento do Estado para 2020.

Os sindicatos representativos da administração pública ainda esperam que os aumentos salariais para este ano superem os 0,3% impostos pelo Governo. “Uma pensão de 700 euros terá um acréscimo até dez euros (com o aumento extraordinário). Um salário do mesmo valor terá um aumento de 2,10 euros”, exemplifica o líder da Fesap, acreditando que “há margem para negociar”, tendo até em conta que o presidente do PS, Carlos César, apontou nesse sentido.

José Abraão defende ainda a regulamentação do subsídio de risco “que já está na lei desde 1998”, mas também a revisão da tabela única remuneratória e “a correção das injustiças com os assistentes técnicos e operacionais”. O líder da Fesap classifica estas reuniões com o Governo de “importantes”, tendo manifestado “o desconforto” pelo facto de inicialmente os encontros estarem marcados para depois da aprovação do OE2020.

O Dinheiro Vivo contactou a CGTP, mas não conseguiu saber se esta central sindical também foi convocada para reuniões semelhantes.

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