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Sines: Governo aprova investimento de 642 milhões no terminal Vasco da Gama

Ana Paula Vitorino, Ministra do Mar 
( Nuno Pinto Fernandes/ Global Imagens )
Ana Paula Vitorino, Ministra do Mar ( Nuno Pinto Fernandes/ Global Imagens )

Investimento em novo terminal do porto de Sines terá financiamento totalmente privado. Prazo de concessão deverá ser de 50 anos.

O Governo aprovou esta quinta-feira o lançamento de um concurso público internacional para o novo terminal Vasco da Gama, no porto de Sines, num investimento de 642 milhões de euros, segundo adiantou a ministra do Mar, Ana Paula Vitorino.

Depois da reunião do Conselho de Ministros, a governante deu conta de que este investimento terá “um financiamento 100% privado” e que a totalidade do risco será também assumida pelo futuro concessionário, sendo que o empreendimento prevê um aumento da capacidade de Sines de três milhões de TEU (unidade de medida de contentores).

Este projeto “envolve não só a construção de um cais que vai permitir a atracação simultânea de três navios maiores do mundo de contentores, mas também vai ter equipamentos e todas funcionalidades que permitirão colocar esse terminal nas rotas internacionais”, avançou Ana Paula Vitorino.

Num comunicado enviado hoje, o Ministério do Mar detalhou ainda que os estudos apontam para um prazo de concessão de 50 anos.

“Estima-se que a construção do terminal Vasco da Gama gere um impacto económico total de 524 milhões de euros representando 0,28% do PIB [Produto Interno Bruto] e 0,33% do VAB [Valor Acrescentado Bruto] português. Estima-se que o novo terminal crie 1.350 postos de trabalho diretos na fase de exploração”, lê-se na mesma nota.

Alteração no Terminal XXI

Além disso, o Conselho de Ministros aprovou ainda a alteração das bases da concessão do Terminal XXI, que já existe em Sines, e que contempla um investimento de 547 milhões de euros, “a suportar integralmente pela PSA [concessionária] em Sines”, realçou Ana Paula Vitorino.

As alterações à concessão preveem a extensão do prazo do contrato em 20 anos, de acordo com o Ministério do Mar e o alargamento irá aumentar a capacidade dos atuais 2,3 milhões para 4,1 milhões de TEU.

Além disso, “a PSA Sines abdica do direito de preferência”, de acordo com o comunicado, através da revogação de uma cláusula que “assegura o afastamento de qualquer direito de preferência ou exclusividade da concessionária deste terminal”.

“O terminal XXI é atualmente o maior empregador da região, com mais de mil postos de trabalho. Este aditamento virá reforçar a criação emprego, contribuindo para o desenvolvimento socioeconómico da região e do país”, garantiu a tutela.

No mesmo comunicado, o Ministério adiantou que “o impacto no PIB ascende a 118 milhões de euros e promoverá a criação de cerca de 4.600 postos de trabalho se considerados os efeitos diretos, indiretos e induzidos. Em termos diretos prevê-se a criação de 900 novos postos de trabalho” no terminal XXI.

Estes dois projetos aprovados hoje em Conselho de Ministros são justificados pela tutela com o aumento da procura.

“Sines tem vindo a registar importantes índices de crescimento neste tipo de carga, tendo nos últimos 15 anos crescido de 20 mil TEU em 2004 para mais de 1,750 milhões TEU em 2018, o que representa um crescimento de mais 8.652,2% a uma taxa média anual de crescimento de mais de 37,6%”, referiu o Ministério do Mar.

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