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Sines. Novo terminal cria 1.000 empregos mas acaba com surf em São Torpes

Fotografia: Nuno Pinto Fernandes / Global Imagens
Fotografia: Nuno Pinto Fernandes / Global Imagens

Projeto do futuro terminal Vasco da Gama apresenta soluções para mitigar impactos negativos.

O novo terminal Vasco da Gama, no porto de Sines, vai criar 1.000 postos de trabalho. O Estudo e Impacte Ambiental (EIA), em consulta pública até 19 de junho, considera o projeto viável, apesar de indicar alguns impactos negativos, como a perda de ondas surfáveis, na praia de São Torpes, avança o Negócios esta sexta-feira.

O EIA considera que o projeto é “viável do ponto de vista ambiental”, pois vai gerar “em contrabalanço, um conjunto muito importante de impactos positivos permanentes, diretos e indiretos, em especial no ordenamento do território e na socio-economia”, cita o mesmo jornal. É o caso da criação de emprego e da dinamização da economia nacional.

O documento propõe ainda um conjunto de medidas para atenuar os efeitos negativos que o projeto terá nas fases de construção e exploração. No caso da degradação das condições de agitação do mar para a prática de surf em São Torpes, por exemplo, sugere que se melhorem as condições para a prática deste desporto nas praias de Sines. Além disso, propõe também a existência de um mecanismo de compensação para as três escolas de surf que existem naquela praia.

A expansão do porto de Sines está em cima da mesa desde 2006. O concurso para o projeto do novo terminal avançará assim que a Agência Portuguesa do Ambiente emita a declaração de impacte ambiental (DIA). Estima-se que o custo da primeira fase se situe em 400 milhões de euros.

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