Sucesso Made in Portugal

Siza Vieira. “Empresas portuguesas são naturalmente abertas ao exterior”

A carregar player...

Em dez anos, o peso das exportações no PIB mais do que duplicou. Este ano deverá chegar aos 48%.

O encerramento da conferência de aniversário do Dinheiro Vivo esteve a cargo do Ministro da Economia, Pedro Siza Vieira. O governante destacou o aumento das exportações portuguesas nos últimos anos, impulsionado pela “natural abertura das empresas ao exterior”.

Em dez anos, o peso das exportações no PIB mais do que duplicou. Este ano deverá chegar aos 48%. “Estas empresas desenvolveram produtos inovadores, entraram em mercados difíceis, tiveram sucesso, apresentaram propostas de valor que vão de encontro às necessidade do mercado. Isso acontece tanto em setores muito tradicionais, como o agroalimentar, até às engenharias muito sofisticadas. Em empresas muito recentes até às que já vêm de muitas gerações. Cada caso é único”.

Para o ministro, “falar de sucesso em português é algo que decorre do contexto que as empresas beneficiaram”, nomeadamente da “qualidade dos recursos humanos”. “Os portugueses são muito abertos ao mundo e muito flexíveis na relação com o exterior. Temos muita disponibilidade para nos relacionarmos com cultura diversas. É isso que os investidores valorizam quando vêm e é isso que ajuda as empresas a projetarem-se internacionalmente”.

“Fizemos um grande investimento na qualificação dos portugueses e estamos a colher os frutos”

“Fizemos um grande investimento na qualificação dos portugueses e estamos a colher os frutos” Para o ministro da Economia, os recursos humanos portugueses “têm capacidade para estarem orientados para resultados, mais do que para seguir processos. Isto não acontece por acaso. O país fez um grande investimento na qualificação dos portugueses e está a colher os frutos disso”.

Pedro Siza Viera destacou que o Estado “tem de apoiar mais para que toda a economia possa beneficiar desta cadeia de valor”. E deu exemplos. “Temos de encontrar formas de apoiar as empresas na fase de crescimento. Maximizar a transformação de conhecimento dos centros de formação para as empresas. Transferir tecnologia das universidades para as empresas”. Mas o tema mais importante, segundo o ministro, é “continuar a qualificar os portugueses”.

“Estamos a reorientar o ensino secundário para as necessidades do mercado de trabalho, e também o ensino superior. 44% dos alunos que acabaram o ensino secundário no ano passado fizeram-no por via técnico profissional. Com isto reduzimos o abandono escolar precoce. Aumentar a oferta, tornando-a mais orientada para as empresas, é a chave”, revelou. Finalmente, concluiu o governante, é preciso “atrair recursos humanos com qualificações adequadas”.

Em 2008, lembrou o ministro, a população ativa era de 5,8 milhões de pessoas, enquanto no ano passado era de 5,2 milhões. “Muitas das pessoas que partiram têm qualificações que nos fazem falta. Os portugueses que não nascem cá estão a nascer no estrangeiro. Só no ano passado foram 16 mil. Temos de trabalhar para atrair emigrantes”, destacou Pedro Siza Vieira.

 

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Hoje
Caixa Geral de Dep—ositos -

Sete dos créditos de risco da CGD tiveram perdas de 100%

(Rui Oliveira / Global Imagens)

Quota de mercado dos carros a gasóleo cai para mínimos de 2003

Operadores da Groundforce onde a operação da empresa de ‘handling’ Groundforce inclui números como cinco minutos e 400 toneladas, mas também o objetivo de chegar ao fim de 2019 com 3.600 colaboradores, aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, 22 de janeiro de 2018. Para que os aviões estejam no ar, a Groundforce faz toda a assistência em terra, excetuando o fornecimento de comida e de combustível, como resume o presidente executivo da empresa, Paulo Neto Leite, numa visita guiada aos ‘bastidores’ do Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa. MÁRIO CRUZ/LUSA

Com o aeroporto de Lisboa “no limite”, Groundforce exige à ANA que invista já

Outros conteúdos GMG
Conteúdo TUI
Siza Vieira. “Empresas portuguesas são naturalmente abertas ao exterior”