Coronavírus

Siza Vieira. “Aquilo que aprovámos hoje é muito poderoso”

O ministro de Estado, da Economia e Transição Digital, Pedro Siza Vieira. TIAGO PETINGA/LUSA
O ministro de Estado, da Economia e Transição Digital, Pedro Siza Vieira. TIAGO PETINGA/LUSA

O ministro da Economia compara as medidas a um "ventilador". Custos com salários reduzidos a 16% face ao valor habitual.

O ministro da Economia afirmou que as medidas aprovadas esta quinta-feira no Conselho de Ministros são “muito poderosas” e um “ventilador” para as empresas.

“Aquilo que aprovámos é muito poderoso. Acho que as medidas são um ventilador para as empresas”, afirmou Pedro Siza Vieira em entrevista na SIC, dando o exemplo da moratória de seis meses para famílias e empresas e o regime simplificado de lay-off.

No caso da moratória bancária, em que “nos próximos seis meses as empresas deste país não vão ter que se preocupar em encontrar os fundos que usariam para pagar as suas obrigações perante os bancos, as suas obrigações de capital ou de juros”, assinalou o ministro.

Siza Vieira indicou que “muito mais importante foi o alargamento do regime simplificado do lay-off que não é mais do que um apoio extraordinário à manutenção do emprego”.

O ministro deu um exemplo: “um trabalhador que ganha 1000 euros por mês. Normalmente, a entidade empregadora paga esses mil euros de salário bruto e mais 237,5 para a segurança social. Neste caso aquilo que sucede é que o salário é reduzido em dois terços (666 euros), a entidade empregadora tem que pagar 30% deste montante – 199 euros – e deixa de pagar a contribuição para a Segurança Social”, indicou o ministro, acrescentando que “face ao custo habitual passa a pagar apenas 16%“. “Esta medida é para premiar quem mantém o emprego”, sublinhou o governante.

“Imagine que esta situação dura dois meses, ao fim de dois meses esta empresa pagou 398 euros ao seu trabalhador e quando retomar a atividade, o Estado paga por cada posto de trabalho 635 euros. Isto significa que o Estado está a financiar postos de trabalho”, rematou.

Para o ministro da Economia as empresas “só têm a ganhar” com o recurso ao regime simplificado de lay-off, acrescentando que a melhor forma dos empresários se protegerem é mantendo os postos de trabalho.

Notícia atualizada às 22h05

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