Investimento

Siza Vieira pede às empresas que não se “acanhem” com incerteza

Pedro Siza Vieira, ministro Adjunto e da Economia. Fotografia: Carlos Manuel Martins/Global Imagens
Pedro Siza Vieira, ministro Adjunto e da Economia. Fotografia: Carlos Manuel Martins/Global Imagens

Ministro da Economia, indigitado para ser número dois no próximo governo, apelou aos empresários para que não adiem decisões de investimento.

Pedro Siza Vieira, que irá continuar no próximo governo com a pasta da Economia e, agora também, da transição digital, quer que “nos próximos anos as empresas portuguesas não se acanhem com as perspetivas de incerteza” e avancem com investimento.

Na abertura do congresso da Confederação Empresarial de Portugal (CIP), que decorre esta terça-feira no Centro de Congressos do Estoril, Siza Vieira elencou alguns desafios com os quais os negócios portugueses se irão deparar nos próximos tempos – como os da transição digital e os da descarbonização da economia – e que vão exigir investimento.

“Todos estes desafios vão impor às empresas a necessidade de fazer investimentos significativos na transformação dos seus processos, ao mesmo tempo que temos de continuar a repor o stock de capital que se foi degradando durante os anos da crise”, afirmou.

Aquele que será número dois do próximo governo, num sinal que é recebido como positivo entre as empresas, admitiu que o atual quadro de abrandamento das economias – inclusivamente, entre alguns dos principais parceiros comerciais de Portugal, na Europa – poderá arrastar decisões. Há, reconheceu, maior dependência dos mercados externos e incertezas políticas que afetam as perspetivas de negócio.

Ainda assim, insistiu.“Sabemos todos que se não fizermos agora os investimentos que esta nova realidade nos exige não vamos ter a capacidade de continuar a crescer, não vamos a ter a capacidade de continuar a ganhar quota de mercado, não vamos ter a capacidade de criar no nosso país uma economia e uma sociedade que encontre lugar para todos”.

Num congresso que irá também durante o dia de hoje discutir o futuro do trabalho e a necessidade de requalificar trabalhadores em resultado de tendências como as da automação, Siza Vieira referiu ainda a necessidade de apostar nos recursos formativos do país.

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