Economia

Siza Vieira: “Precisamos de produtividade onde temos mais défice”

O ministro da Economia, Pedro Siza Vieira (Diana Quintela / Global Imagens)
O ministro da Economia, Pedro Siza Vieira (Diana Quintela / Global Imagens)

Cidades e empresas mais digitais serão mais eficientes disse o governante, esta tarde.

As empresas portuguesas estão mais fortes e “a crescer suportadas no investimento”. Mas é preciso apostar na produtividade, disse esta quinta-feira, Pedro Siza Vieira, ministro da Economia e Transição Digital.

“O crescimento económico e a produtividade são duas questões sérias e que merecem atenção”, disse o responsável, que esta tarde está no Parlamento a debater o Orçamento da sua tutela para 2020.

Numa intervenção muito marcada pela afirmação da “convergência de Portugal com a União Europeia”, Siza Vieira destacou que “o nosso objetivo tem de ser sustentar o ritmo de crescimento. Precisamos de uma década de convergência, que estes quatro anos não sejam uma excepção, que sejam uma etapa da convergência com a Europa”.

E lembrou: “Precisamos de produtividade onde temos mais défice”.

A este propósito, e numa economia cada vez mais digital, Siza Vieira destacou a importância de atualizar as competências dos trabalhadores portugueses e das empresas.

“Para se manterem competitivas [as empresas] vão ter de adoptar tecnologia, adoptar a digitalização de processos”, destacou o ministro, lembrando que há um “objetivo de requalificar 200 mil trabalhadores” no âmbito do programa Industria 4.0 para ajudar à “familiarização com as novas tecnologias”. E onde se prevê que sejam apoiadas 20 mil empresas e 350 projetos.

Cerca de metade das empresas portuguesas está numa fase incipiente de digitalização, lembrou Siza Vieira, assumindo que 15% está mesmo muito longe das práticas europeias.

Siza Vieira, ainda na primeira ronda de respostas aos deputados, mostrou que “a transição digital vai ser o que nos vai ajudar a mais rapidamente reduzir as emissões. É o que nos permite ser mais inteligentes na gestão da mobilidade, resíduos…”, destacou, dizendo que “empresas e cidades mais digitalizadas são mais eficientes e menos poluidoras.”

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