Coronavírus

Só a Páscoa alivia queda no consumo dos ovos moles de Aveiro

Os ovos moles foram o primeiro doce certificado em Portugal.
Maria João Gala / Global Imagens
Os ovos moles foram o primeiro doce certificado em Portugal. Maria João Gala / Global Imagens

Pastelarias encerradas devido à pandemia, o consumo de ovos moles caiu, mas a Páscoa tem aproximado dos valores habituais as vendas nos supermercados.

De acordo com o vice-presidente da Associação dos Produtores de Ovos Moles de Aveiro (APOMA), Rui Almeida, ainda é a Páscoa que “salva a hora do convento”, mas apenas e só com vendas nas grandes superfícies comerciais.

Mesmo aí, antes da época pascal, a venda daquele doce tradicional nas grandes superfícies havia caído cerca de 50%, segundo estima Rui Almeida, mas no retalho, setor a que pertence a maioria dos associados, “a situação é bem pior porque as pastelarias estão fechadas”.

“Em termos dos supermercados houve uma redução de cerca de 50%, porque não é um produto essencial. Ainda assim continua-se a vender e agora na Páscoa até veio para valores parecidos com os que havia antes, mas não vivemos sempre em Páscoa”, afirmou à Lusa.

Segundo Rui Almeida, só praticamente nas grandes superfícies é que ainda se vai vendendo aquele doce tradicional, devido ao encerramento dos estabelecimentos.

Na perspetiva do vice-presidente da APOMA, a redução do consumo de ovos moles, mesmo em hipermercados, está diretamente ligada à mudança de estilos de vida e ao confinamento: “as pessoas saem menos de casa e estão a fazer contas à vida”.

Na sequência da situação epidemiológica e indo ao encontro das orientações da Direção-Geral da Saúde, a própria APOMA encerrou temporariamente o seu escritório, prestando apoio aos seus associados em regime de teletrabalho.

Antes da crise, de acordo com dados da associação, eram produzidas em Aveiro “centenas de toneladas de ovos moles” certificados, movimentando “mais de cinco milhões de euros” e empregando cerca de 350 pessoas.

A APOMA foi constituída em 2000 por um grupo de produtores que, receando a adulteração daquele doce típico de Aveiro, avançou com o respetivo processo de certificação, tendo sido o primeiro produto da pastelaria portuguesa a receber a denominação “Indicação Geográfica Protegida”.

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