moeda virtual

Solidariedade já tem uma moeda, a Kind Coin

Maria Vieira da Silva, criadora da plataforma Kind Coin. D.R.
Maria Vieira da Silva, criadora da plataforma Kind Coin. D.R.

A KindCoin, a moeda solidária, permite fazer donativos em estabelecimentos comerciais que são convertidos nos bens que as instituições mais precisam.

Reunir num mesmo espaço tecnologia e solidariedade é a aposta da Kind Coin, uma plataforma que pretende dar resposta às necessidades específicas das associações. Maria Vieira da Silva, que criou esta plataforma, quis, “enquanto doadora dar respostas a questões tão simples como a possibilidade de escolher o estabelecimento onde quero dar e qual a percentagem do meu esforço chega aos destinatários, bem como saber quem são”.

Com a Kind Coin é possível. “Todas as pessoas que fizerem um donativo vão poder acompanhar o valor que doaram, desde saberem qual a instituição para onde esse valor foi destinado, quando o foi e em que tipo de produto se traduziu a oferta. As notificações são emitidas em tempo real na aplicação, o que permite ser absolutamente transparentes em todo o processo”, salienta Maria Vieira da Silva.

Na Kind Coin estão inscritos diferentes parceiros comerciais, desde supermercados, mas também farmácias, papelarias ou lojas de roupa, frutarias, peixarias, e também as instituições de solidariedade social, “para já em Lisboa, Guimarães e Braga, mas a ideia é crescer por todo o país”, refere a fundadora. Com os parceiros e instituições inscritos entram todos os que querem contribuir, e através da plataforma podem comprar as moedas virtuais – cada kind coins equivale a um euro e o pagamento é feito por Paypal ou Stripe – e escolhem o estabelecimento comercial onde querem que esse valor fique disponível como saldo para uma instituição de solidariedade social.

A beneficiária desses bens é escolhida através de um sistema de geolocalização, “para garantir uma distribuição justa e não ser selecionada sempre a mesma”, adianta Maria Vieira da Silva, que se mostra satisfeita com as primeiras semanas da plataforma, foi criada a 28 de dezembro, “ainda está numa fase experimental, mas já com uma adesão muito boa de todos os intervenientes”, até março, Vieira da Silva estima contar com 1500 utilizadores.

Maria Vieira da Silva frisa que a plataforma não se limita à aquisição de Kind Coins, porque aos utilizadores é permitido ainda integrar a pool de partilha. “Serve para qualquer pessoa que esteja interessada em doar um bem em segunda mão, seja roupa, livros ou eletrodomésticos. Basta publicar uma foto dos bens que quer doar, com um pequeno texto no seu perfil, e as instituições interessadas contactam o doador através de email. A plataforma não intervém no processo”.

Também está disponível a pool de troca, “que permite a troca de bens entre instituições, para que as que têm um determinado bem em excesso possam trocar por outro que está em falta, e em excesso noutra instituição”, acrescenta.

O investimento inicial da startup foi de 40 mil euros. “A Kind Coin é uma empresa, uma sociedade por quotas e pretende promover a economia local e a solidariedade social”, frisa Maria Vieira da Silva. Não tem benefícios fiscais, e as transações não dão direito a deduções fiscais aos doadores. Por cada doação, a empresa retém 5% do valor.

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