Standard and Poor's também duvida do Orçamento de Costa

Depois da Moody's e da Fitch é a vez da Standard and Poor's questionar as bases do Orçamento do Estado de António Costa.

A agência financeira acredita que as previsões de crescimento inscritas no Orçamento do Estado para 2016 são demasiado optimistas e alerta para os riscos que podem comprometer a sua realização.

E, se o crescimento do PIB ficar abaixo das previsões, a agência alerta para a necessidade de se adoptarem medidas adicionais para reduzir o défice e cumprir as metas acordadas. E este cenário poderá afectar a estabilidade do acordo feito à esquerda, especialmente por causa das exigências do Bloco de Esquerda e do PCP, diz a agência. “A estabilidade do Governo será provavelmente testada”, diz afirmou fonte oficial da agência, citada pelo Diário Económico.

Os desvios de Costa na política económica portuguesa e nos objetivos traçados podem resultar numa revisão da atual notação de crédito de Portugal. E uma descida no rating poderá condicionar a captação de financiamento de Portugal, causando dúvidas nos investidores.

"A previsão de crescimento do PIB assumida pelo Governo parece pender para o lado do optimismo”, refere a agência, citada pelo diário Económico, acrescentando que "e o crescimento económico ficar aquém das actuais previsões do Governo, serão necessárias medidas adicionais para reduzir o défice e cumprir a meta orçamental".

A S&P é, assim, a terceira agência a utilizar termos como "optimismo" e a ameaçar uma revisão da nota atribuída a Portugal, caso a consolidação orçamental não cumpra o cenário previsto. A Moody's afirmou mesmo que a estratégia de Mário Centeno pode relançar Portugal "nos erros do passado".

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