Standard & Poor's

Standard & Poor’s. Brexit sem acordo causaria recessão e problemas na banca

Fotografia: Darren Staples/ Reuters.
Fotografia: Darren Staples/ Reuters.

A S&P estima que a saída do Reino Unido da UE sem acordo, provocaria uma recessão de pouco menos de 3% entre 2019-2020, afetando os bancos britânicos.

O “choque” de uma saída do Reino Unido da União Europeia (UE) sem acordo empurraria a economia britânica para uma recessão e pioraria as perspetivas dos bancos britânicos, avisou esta quinta-feira a agência Standard & Poor’s (S&P).

“Caso o Reino Unido deixe a UE sem um acordo em março de 2019, e consequentemente sem uma fase de transição, o choque resultante poderia levar a economia a uma recessão, dependendo das medidas de mitigação tomadas pelo Reino Unido e pela UE”, afirma a agência de notação financeira.

A S&P estima que uma ausência de acordo provocaria uma recessão de “pouco menos de 3% entre 2019-2020”, mas acredita que um ‘Brexit’ desordenado teria também efeitos prejudiciais sobre o sistema bancário.

“Nestas circunstâncias, as revisões de perspetivas são mais prováveis do que as revisões em baixa do ‘rating’ no curto prazo”, vinca, apesar de reconhecer que os bancos britânicos “estão sujeitos a risco que são esmagadoramente no lado negativo”.

Um ‘Brexit’ sem acordo, justifica, “poderá resultar numa fraqueza macroeconómica grave, o que levará ao aumento das insolvências pessoais e corporativas do Reino Unido e á desvalorização dos colaterais”, afetando a qualidade dos ativos, a atividade e, possivelmente, o capital dos bancos.

A S&P apresentou esta análise numa altura em que continua incerta a aprovação pelo parlamento britânico do acordo de saída do Reino Unido da União Europeia, com votação agendada para terça-feira, devido à objeção não só dos partidos da oposição, mas também de deputados do partido Conservador e do Partido Democrata Unionista (DUP) da Irlanda do Norte, que é aliado e garante a maioria do governo no parlamento.

O documento inclui um período de transição de 21 meses, até ao final de 2020, durante o qual a UE tratará o Reino Unido como se fosse um Estado-Membro, permitindo às empresas adaptarem-se à saída do Reino Unido.

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Hoje

Página inicial

fotografia: Luís Costa Carvalho

Corticeira Amorim investe oito milhões e inaugura nova fábrica nos EUA

António Mexia lidera a EDP desde 2005

António Mexia, CEO da EDP, ganhou 6.000 euros por dia em 2018

Outros conteúdos GMG
Conteúdo TUI
Standard & Poor’s. Brexit sem acordo causaria recessão e problemas na banca