Start Up Incubation Network quer potenciar “condições privilegiadas” de Coimbra

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A Start Up Incubation Network (SIN), apresentada esta sexta-feira, em Coimbra, pretende apoiar empresas de diferentes áreas de negócio na cidade e ocupar “um vazio” deixado no setor da incubação, através da aposta em parcerias.

A SIN poderá acolher no seu espaço físico “até 30 empresas”, tendo como um dos focos “a internacionalização de empresas locais” com “robustez a nível doméstico”, explicou à agência Lusa, Hugo Alves Silva, presidente da incubadora, à margem da apresentação, na Praça do Comércio.

De acordo com o presidente da SIN, a incubadora já dispõe, “em potencial, de 750 mil euros de investidores privados abertos a algumas áreas de negócio”, sendo que o processo de investimento arranca no início de 2014.

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“A incubadora começa já com duas empresas integradas: uma publicação ‘online’ e uma aplicação tecnológica na área do turismo”, referiu Hugo Alves Silva, perspetivando-se a entrada de mais “três a quatro projetos” a curto prazo.

A SIN pretende “ter um método de incubação de espetro alargado”, afirmou Hugo Alves Silva, diferenciando-se da incubadora da Universidade de Coimbra, Instituto Pedro Nunes (IPN), “muito centrada na tecnologia”, dando “espaço a negócios que não conseguem ter apoio no IPN”.

Apesar de também haver alguma atenção ao setor tecnológico na SIN, “a economia criativa, saúde e turismo”, entre outras áreas, terão lugar na recém-criada incubadora.

“Coimbra tem condições privilegiadas de recursos humanos altamente qualificados”. Contudo, “não há um plano para fixar as pessoas” à cidade, sublinhou Hugo Alves Silva, explicando que, a partir de Coimbra, a incubadora pretende “ramificar-se” para cidades como Leiria, Guarda, Viseu ou Aveiro, estando previsto o projeto de expansão iniciar-se no segundo semestre de 2014.

A SIN foi montada “quase a custo zero”, querendo dar resposta à falta de apoio que os seus fundadores encontravam quando queriam iniciar um projeto.

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Os investimentos públicos a nível nacional “são miseráveis”, criticou o presidente da SIN, considerando que se gasta “em infraestruturas, mas não se aloca financiamento para projetos”.

Hugo Alves Silva pretende fugir à “palavra empreendedorismo”, que sublinhou estar “gasta e mal tratada”, querendo focar-se num “âmbito coletivo”.

A SIN irá também realizar “workshops”, disponibilizar “um espaço aberto para ‘cowork’, modelo de trabalho assente na partilha de espaço por diversos profissionais” capaz de integrar até 30 pessoas, assim como facultar um “programa gratuito para desempregados de qualquer idade” no domínio das “suas competências pessoais”.

A incubadora vai também ter um espaço para estudantes universitários, que, segundo Hugo Alves da Silva, será “uma espécie de academia de estudo acompanhado”.

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