Função Pública

STE acusa Governo de “não abrir o jogo” sobre salários e progressões no Estado

Maria Helena Rodrigues, presidente do STE
Maria Helena Rodrigues, presidente do STE

Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE) disse hoje que o Governo não esclareceu como vai conjugar a atualização salarial com as progressões

O Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE) disse hoje que o Governo não esclareceu como vai conjugar a atualização salarial com as progressões na carreira da função pública, acusando o executivo de “não abrir o jogo” durante a negociação.

A presidente do STE, Helena Rodrigues, falava aos jornalistas à saída de uma reunião, no Ministério das Finanças, em Lisboa, onde esteve a ser discutida a proposta do Governo que atualiza a base remuneratória da função pública, dos 580 euros em 2018 para 635,07 euros em 2019.

Uma das dúvidas levantadas durante o processo tem a ver com a forma como vai ser aplicada a atualização salarial com as progressões na carreira em 2019, mas, segundo a sindicalista, na reunião o Governo “não foi claro nem abriu o jogo”.

“Aliás, uma das coisas que temos notado desde o início é que o Governo não abre o jogo neste processo negocial com a administração pública”, criticou Helena Rodrigues.

Horas antes, a Frente Comum de Sindicatos, da CGTP, após a reunião com o Governo afirmou que no encontro o executivo afirmou claramente que os trabalhadores com atualização salarial perderiam os pontos da avaliação de desempenho.

Porém, na reunião seguinte, com a Federação de Sindicatos (FESAP), o dirigente José Abraão contou que o Governo mostrou-se disponível para avaliar a situação.

Helena Rodrigues disse esperar que se encontre “um ponto de convergência no sentido de não se tirar os dez anos de avaliação de desempenho” aos trabalhadores da administração pública.

Questionada se o STE pondera avançar para a greve, como admitiram a Frente Comum e a FESAP, Helena Rodrigues afastou essa possibilidade.

“Não ponderamos [avançar para a greve]. Ponderamos sempre apresentar propostas que garantam melhores condições de vida aos trabalhadores”, respondeu a dirigente sindical.

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