Minas

Stop Uranio elogia Portugal por pressão para parar exploração em Salamanca

D.R.
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A organização espanhola Plataforma Stop Uranio congratulou-se hoje por o Parlamento português ter instado o executivo de Lisboa a pressionar Madrid

A organização ambiental espanhola Plataforma Stop Uranio congratulou-se hoje por o Parlamento português ter instado o executivo de Lisboa a pressionar Madrid para cessar com a exploração de urânio em Espanha até a população portuguesa ser consultada.

Num comunicado, citado pela agência noticiosa EFE, a rede de associações ambientais espanhola elogiou a posição contrária de Portugal aos projetos de empresa Berkeley para a exploração de urânio nos municípios de Retortillo e Villavieja de Yeltes, centro oeste de Espanha e próximo da fronteira com Portugal.

Sexta-feira, o Parlamento português exigiu a Espanha o cumprimento dos compromissos protocolados pelos dois países em 2008, nomeadamente uma avaliação do impacto ambiental de projetos transfronteiriços.

A Stop Uranio recordou que o Convénio de Espoo obriga a avaliações conjuntas de atividades que possam pressupor riscos ambientais para dois ou mais países, lembrando o artigo 37.º do Tratado de Euratom, relacionado com o tratamento de resíduos radioativos em territórios transfronteiriços.

“Não há outra solução se não manter a suspensão por tempo indefinido da mina e do dispositivo de tratamento de urânio” em Retortillo, até que, além de uma avaliação do Conselho de Segurança Nuclear, a população e as organizações portuguesas possam dar uma resposta positiva.

“Dado a intervenção de Portugal, a Plataforma Stop Uranio está confiante que faltam muitos anos para que a Berkeley possa dar início à extração mineira com atividades com “forte impacto ambiental e na saúde pública”, lê-se no comunicado

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