Espanha

Subida do salário mínimo em Espanha para 900 euros põe em risco 190 mil empregos

Foto:  REUTERS/Andrea Comas
Foto: REUTERS/Andrea Comas

BBVA Research conclui que medida incluída no Orçamento espanhol acarreta riscos para a economia do país vizinho

É a medida mais sonante do Orçamento do Estado espanhol que foi apresentado na passada quinta-feira. O governo de Pedro Sanchez chegou a um acordo com o Podemos para a subida do salário mínimo em 22%, passando dos atuais 735,9 euros para 900 euros em 2019.

Mas uma análise do BBVA Research, citada esta segunda-feira pelo El Mundo, conclui que o aumento da remuneração mínima pode pôr em risco até 190 mil empregos, 1% da população empregada do país vizinho.

Os analistas do banco espanhol consideram que a subida acelerada do salário mínimo vai ameaçar postos de trabalho através da redução da jornada laboral ou mesmo da cessação de contratos de trabalho.

“Medidas como esta têm vencedores e perdedores. Os primeiros são aqueles que mantêm o emprego e ganham mais. Não há dúvidas de que isto vai acontecer. A questão é, em que proporção: alguns vão ganhar mais 100 euros, outros vão perder 800, ou seja, tudo”, afirma Rafael Doménech, economista chefe do BBVA Research, em declarações ao El Mundo.

Os postos de trabalho mais ameaçados pela subida do salário mínimo são aqueles ocupados por trabalhadores mais vulneráveis e com menos qualificações, explica o especialista, que podem ser substituídos mais facilmente, “como o funcionário de uma bomba de gasolina que pode dar lugar a um serviço automático”, exemplifica.

Atualmente o salário mínimo é auferido por 3,6% da população empregada em Espanha. Com a subida para 900 euros, esta passará a ser a remuneração de 7,6% dos empregados espanhóis.

O impacto orçamental da medida vai rondar os 340 milhões de euros.

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