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Subsídio de férias não chega para aumentar depósitos

Fotografia: direitos reservados
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Fraca remuneração dos depósitos mantém-se desde março de 2015 e justifica menos dinheiro entregue pelos portugueses

Junho é o mês em que tradicionalmente os portugueses recebem os seus subsídios de férias. Mas o salário extraordinário não se refletiu numa maior poupança das famílias.

Os bancos registaram uma queda na entrada de novos depósitos. Em junho as famílias colocaram nos bancos 4894 milhões de euros, trata-se do segundo pior registo deste ano.

Numa altura em que as taxas de juro atingem mínimos históricos, e onde o retorno é manifestamente insuficiente para cobrir os custos dos clientes com as comissões bancárias, os portugueses evitam colocar o dinheiro nos bancos.

Nos primeiros seis meses deste ano, depositaram 32 799 milhões de euros. Em 2016, por esta altura, tinham sido entregues mais 3681 milhões. Comparativamente a 2015, a redução é ainda maior: 3833 milhões.

Os dados divulgados esta terça-feira pelo Banco de Portugal dão ainda conta de que o valor médio da taxa de juro dos novos depósitos mantém-se em patamares inferiores a 1% desde março de 2015. Em junho deste ano, estabeleceu-se nos 0,32%, próximo do mínimo de 0,31 observado em maio e março.

A fraca remuneração dos depósitos terá também influência da taxa de poupança das famílias que, segundo os dados mais recentes do INE, caiu para os 3,8% do rendimento disponível até março. Este é o valor mais baixo desde o final de 1999, o primeiro para o qual há dados.

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