Sucesso Made in Portugal

Liveblog: Qual a receita de sucesso para exportar?

O Dinheiro Vivo comemora 7 anos a debater a internacionalização no CCB. Acompanhe aqui, ao minuto, a discussão.

“O segredo do que vendemos lá fora”, dos serviços de turismo à moda, passando pela fruta, papel e tecnologias de informação, conta com a presença de Antonoaldo Neves, CEO da TAP, de João Carreira, presidente da Critical Software, de Paulo Pereira da Silva, CEO da Renova, de João Miranda, CEO da Frulact, de Rafic Daud, CEO da Undandy, e de Hélder Dias, vice-presidente de Engenharia da Farfetch.

Este primeiro painel discute tendências de consumo e produtos que encontram sucesso em novas geografias. Já o lado da produção, da mão-de-obra à digitalização, é debatido com Pedro Almeida Matias, presidente do ISQ, Manuel Tarré, presidente da Gelpeixe, Célia Reis, CEO da Altran, Jónio Reis, administrador da Bosch, e Paulo Gaspar, administrador da Lusiaves.

Os debates têm moderação de Rosália Amorim, diretora da Dinheiro Vivo. Daniel Proença de Carvalho, presidente do Global Media Group, dará as boas-vindas à conferência, que será encerrada pelo ministro da Economia, Pedro Siza Vieira. Participa ainda Ivo Faria, advisory lead partner da PwC.

Obrigado por ter acompanhado a conferência do sétimo aniversário do Dinheiro Vivo

7º aniversário do Dinheiro Vivo : Conferência - Sucesso Made in Portugal, esta manhã a decorrer no Centro Cultural de Belém. A Equipa do Dinheiro Vivo (Diana Quintela/ Global Imagens)

7º aniversário do Dinheiro Vivo : Conferência – Sucesso Made in Portugal, esta manhã a decorrer no Centro Cultural de Belém.
A Equipa do Dinheiro Vivo
(Diana Quintela/ Global Imagens)

“Fizemos um grande investimento na qualificação dos portugueses e estamos a colher os frutos”

Para o ministro da Economia, os recursos humanos portugueses “têm capacidade para estarem orientados para resultados, mais do que para seguir processos. Isto não acontece por acaso. O país fez um grande investimento na qualificação dos portugueses e está a colher os frutos disso”.

Pedro Siza Viera destacou que o Estado “tem de apoiar mais para que toda a economia possa beneficiar desta cadeia de valor”. E deu exemplos.

“Temos de encontrar formas de apoiar as empresas na fase de crescimento. Maximizar a transformação de conhecimento dos centros de formação para as empresas. Transferir tecnologia das universidades para as empresas”.

Mas o tema mais importante, segundo o ministro, é “continuar a qualificar os portugueses”.

“Estamos a reorientar o ensino secundário para as necessidades do mercado de trabalho, e também o ensino superior. 44% dos alunos que acabaram o ensino secundário no ano passado fizeram-no por via técnico profissional. Com isto reduzimos o abandono escolar precoce. Aumentar a oferta, tornando-a mais orientada para as empresas, é a chave”, revelou.

Finalmente, concluiu o governante, é preciso “atrair recursos humanos com qualificações adequadas”. Em 2008, lembrou o ministro, a população ativa era de 5,8 milhões de pessoas, enquanto no ano passado era de 5,2 milhões.

“Muitas das pessoas que partiram têm qualificações que nos fazem falta. Os portugueses que não nascem cá estão a nascer no estrangeiro. Só no ano passado foram 16 mil. Temos de trabalhar para atrair emigrantes”, destacou Pedro Siza Vieira.

Siza Vieira. “Empresas portuguesas são naturalmente abertas ao exterior”

O encerramento da conferência de aniversário do Dinheiro Vivo esteve a cargo do Ministro da Economia, Pedro Siza Vieira. O governante destacou o aumento das exportações portuguesas nos últimos anos, impulsionado pela “natural abertura das empresas ao exterior”. Em dez anos, o peso das exportações no PIB mais do que duplicou. Este ano deverá chegar aos 48%.

“Estas empresas desenvolveram produtos inovadores, entraram em mercados difíceis, tiveram sucesso, apresentaram propostas de valor que vão de encontro às necessidade do mercado. Isso acontece tanto em setores muito tradicionais, como o agroalimentar, até às engenharias muito sofisticadas. Em empresas muito recentes até às que já vêm de muitas gerações. Cada caso é único”.

Para o ministro, “falar de sucesso em português é algo que decorre do contexto que as empresas beneficiaram”, nomeadamente da “qualidade dos recursos humanos”.

“Os portugueses são muito abertos ao mundo e muito flexíveis na relação com o exterior. Temos muita disponibilidade para nos relacionarmos com cultura diversas. É isso que os investidores valorizam quando vêm e é isso que ajuda as empresas a projetarem-se internacionalmente”.

Falta de talento preocupa CEO da Altran

“Se há data de hoje decidir recrutar 200 ou 250 séniores [quatro ou cinco anos de experiência], descapitalizava uma série de empresas em Portugal”. O aviso foi feito por Célia Reis, diretora executiva da Altran Portugal, a propósito da falta de mão-de-obra qualificada para responder à grande procura que tem existido por parte de várias empresas.

“Nós recrutamos 400 pessoas no ano passado. Para o ano vai ser igual ou ‘pior’. Em termos estatísticos, para um projeto, tenho que ter 30 a 40% de séniores, pessoas com quatro a cinco anos de experiência na tecnologia”, explicou a executiva.

“Não crescemos mais porque temos este constrangimento”.

Líder da Altran pede medidas que acelerem importação de talento

“Temos que ter uma estratégia de importação de talento. Os EUA fizeram isso há anos. Os cérebros que estão em centro de investigação e desenvolvimento não são dos EUA, são de uma série de países. É algo que temos de fazer com urgência”, começou por dizer Célia Reis.

A diretora executiva da Altran deu depois o exemplo da sua própria empresa: “Desde o momento em que contrato alguém [de fora de Portugal] até ao momento em que começa a trabalhar, se funcionar bem, são quatro meses. Isto não pode ser”, referiu.

“Existem duas etapas que nos travam a importação de pessoas: é a validação das competências feita pela Fundação de Ciência e Tecnologia e a validação do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, que avalia a idoneidade da pessoa enquanto ser humano”.

“O que precisamos do Governo é uma forma de fazer a validação da idoneidade do indivíduo por sistemas informáticos, termos acesso ao cadastro de todos nós. Isto é crítico, abrimos literalmente a comporta de Portugal”.

Outras Notícias que lhe podem interessar
Outros conteúdos GMG
Hoje
dbrs-1060x594

DBRS mantém rating de Portugal em ‘BBB’ e perspetiva estável

O primeiro-ministro, António Costa, intervém durante a cerimónia de assinatura de declaração de compromisso de parceria para Reforço Excecional dos Serviços Sociais e de Saúde e lançamento do programa PARES 3.0, no Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, em Lisboa, 19 de agosto de 2020. ANDRÉ KOSTERS/LUSA

“Na próxima semana podemos chegar aos 1000 casos por dia”, avisa Costa

App Stayaway covid

App Stayaway Covid perto do milhão de downloads. 46 infetados enviaram alertas

Comentários
Liveblog: Qual a receita de sucesso para exportar?