moeda virtual

Suécia decide nos próximos dois anos se lança moeda digital

Papa Francisco visitou a Suécia no final de outubro. Aqui é recebido por Stefan Lofven, primeiro-ministro sueco. (EPA/OSSERVATORE ROMANO)
Papa Francisco visitou a Suécia no final de outubro. Aqui é recebido por Stefan Lofven, primeiro-ministro sueco. (EPA/OSSERVATORE ROMANO)

O banco central sueco, Riksbank, já foi o primeiro do Mundo a avançar para a emissão de "dinheiro-papel", as notas, na década de 1660.

A Suécia vai analisar durante os próximos dois anos a hipótese de criar uma moeda digital chamada “ekrona”, no seguimento da quebra que tem registado na utilização do dinheiro físico. As moedas e as notas em circulação caíram 40% desde 2009.

A ideia foi confirmada por Cecilia Skingsley, do banco central sueco Riksbank, ao “Financial Times”, com a governadora a apontar para o aumento das compras online e da utilização de cartões de pagamento como a razão para o dinheiro físico estar, gradualmente, a desaparecer de circulação no país.

Foi esta a razão que levou o Riksbank a avançar para novas formas de emitir dinheiro. “Isto é tão revolucionário como o lançamento da nota há 300 anos. E o que implica para a estabilidade financeira e política? E como o fazemos? Um cartão recarregável, uma ‘app’ ou de qualquer outra forma?”

Mas as perguntas não se ficam por aqui, confessa. O rastreio e acompanhamento da divisa, o método de distribuição, os juros associados a este e-dinheiro… são muitas as questões e as ramificações por analisar ainda, disse Skingsley, que detalhou que o “ekrona” não substituirá o dinheiro físico, apenas coexistirá com o mesmo.

Caso avancem para a introdução do “ekrona”, os suecos deverão tornar-se na primeira entre as principais economias a oferecer aos consumidores acesso direito a uma moeda virtual emitida poe um banco central – o Riksbank já foi o primeiro a emitir notas, na década de 1660.

Além dos suecos, também o Reino Unido já admitiu estar a estudar a ideia de uma moeda virtual criada pelo próprio governo.

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