Pandemia

Suécia não escapou a queda histórica do PIB

Fotografia: D.R.
Fotografia: D.R.

Suécia regista contração histórica da economia. Ainda assim, a queda é bem menor que noutros países europeus.

A Suécia registou uma quebra de 8,2% do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre deste ano face ao período homólogo de 2019 e de 8,6% quando comparado com o primeiro trimestre do ano, segundo dados preliminares do Instituto Nacional de Estatística deste país nórdico.

Os valores demonstram uma contração histórica da economia deste país, apesar da abordagem suave que adotou para a pandemia do novo coronavírus.

Ainda assim, é uma queda bem menos acentuada que a registada em Portugal (queda de 16,5% face ao homólogo de 2019 e de 14,1% em cadeia), Espanha (22,1% em termos homólogos e 18,5% em cadeia), França (-19% e -13,8%), Itália (-17,3% e -12,4%) e até a Alemanha (11,7% e -10,1%).

“A forte contração da economia sueca no segundo trimestre confirma que o país não foi imune ao Covid”, disse à Bloomberg David Oxley, economista da Capital Economics na Europa. “No entanto, a crise económica do primeiro semestre do ano é totalmente diferente da sentida noutras regiões da Europa”.

A quebra das exportações suecas originou também um aumento acentuado do desemprego, mesmo com as políticas de apoio do governo à economia. “Agora vem a parte difícil: como recupera as exportações sem assustar o mercado de trabalho devido à fraca procura global”, disse a economista da Bloomberg Johanna Jeansson.

Para o economista da Nordea Torbjorn Isaksson é ainda “muito cedo para avaliar como as diferentes estratégias para lidar com a Covid afetaram as economias” e “difícil estimar a força da recuperação”.

Pernilla Johansson, economista do Swedbank, considera que “levará muito tempo para que a atividade económica retorne ao nível anterior à crise”.

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