Suíça, Caimão e Luxemburgo são os paraísos fiscais mais activos

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A organização Tax Justice Network acaba de sintetizar um índice de secretismo financeiro. Os esforços do G20 para eliminar a blindagem dos paraísos fiscais parece ter tido resultados muito modestos, já que na análise a 72 jurisdições – as mais e as menos transparentes nos mercados globais – os investigadores concluíram que os critérios usados pela OCDE para elaborar a lista negra de paraísos fiscais são “inadequados e ineficazes”.

A publicação dessa lista negra foi uma das medidas da reunião do G20 em Londres, há dois anos. Nessa altura, Nicolas Sarkozy afirmava que o “sigilo bancário tinha terminado”. Mas é agora mais fácil para as autoridades ter acesso aos dados de clientes com contas em paraísos fiscais? A investigação da Tax Justice Network revela que o avanço na troca de informação ficou no papel, ou seja, tem apenas efeitos práticos, até porque muitos paraísos fiscais estão a captar mais dinheiro agora do que antes. Segundo a investigação, a Suíça, as Ilhas Caimão e o Luxemburgo ocupam, por esta ordem, as “jurisdições opacas” mais activas.

Os investigadores da Tax Justice Network elaboraram um índice a partir de duas medidas: as barreiras nos pedidos de informação feitos pelas autoridades e a relevância da jurisdição no mercado financeiro global, medido por uma escala de 0 a 100.

Entre as mais opacas (com pontuações acima dos 75 pontos) estão a Suíça, as Ilhas Caimão, Jersey, Belize, Barbados e Gibraltar. Na relevância da jurisdição nos mercados, a Suíça volta a surgir no topo, acompanhada pelo Luxemburgo e pelos Estados Unidos. O Japão e a Alemanha também figuram entre as dez jurisdições opacas mais relevantes nos mercados.

Em sentido inverso, a Espanha surge como o país mais transparente entre as 72 jurisdições investigadas.

O grupo dos países mais ricos e emergentes do mundo tem prevista a revisão da eficácia da sua política contra os paraísos fiscais na reunião de Cannes, agendada para o início de Novembro.

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