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TAP financia-se em 375 milhões. CEO diz que “prova a confiança do mercado”

Presidente executivo da TAP Antonoaldo Neves durante apresentação dos resultados de 2018 em Lisboa, 22 de março de 2019. NUNO FOX/LUSA
Presidente executivo da TAP Antonoaldo Neves durante apresentação dos resultados de 2018 em Lisboa, 22 de março de 2019. NUNO FOX/LUSA

Companhia aérea emitiu obrigações a cinco anos com um juro de 5,625% para "consolidar posição financeira"

A TAP concluiu esta segunda-feira uma emissão de obrigações a cinco anos junto de investidores institucionais. Em comunicado à CMVM, a companhia aérea informou que o juro cobrado ficou em 5,625%. Numa nota interna, a que o Dinheiro Vivo teve acesso, a empresa destacou a confiança dos investidores no projeto de reestruturação.

“A sociedade Transportes Aéreos Portugueses, S.A. (“TAP”) anunciou hoje que, na sequência do comunicado de 22 novembro de 2019, concluiu com sucesso a oferta, tendo emitido obrigações sénior 5,625% com o valor nominal agregado de €375 milhões com maturidade em 2024 (as “Obrigações”)”, refere a companhia aérea ao mercado.

O resultado agora obtido é para o CEO, Antonoaldo Neves, “um marco no acesso ao mercado de capitais internacional”, refere numa nota interna.
“Esta operação é uma prova da confiança e credibilidade do mercado financeiro institucional internacional no plano estratégico que foi delineado para o Grupo TAP, no nosso projeto de transformação e de crescimento”, afirmou o gestor brasileiro.

Renato Salomone, diretor de finanças corporativas da TAP, acentua, por sua vez que “a recetividade do mercado internacional de capitais à TAP atesta a evolução da saúde financeira da nossa empresa”.

A emissão de obrigações tem maturidade até 2024 e foi colocada por investidores institucionais americanos e europeus. O processo servirá para “consolidar a posição financeira da companhia”, refere esta missiva.

“Concluímos hoje com sucesso a emissão de 375 milhões de euros em obrigações a cinco anos, junto de vários investidores institucionais de relevo, americanos e europeus, que servirão para consolidar a posição financeira da Companhia, alongando o prazo de maturidade da dívida e criando, assim, condições para dar continuidade aos projetos de transformação atualmente em curso.

Esta nova ida ao mercado de obrigações surge seis meses depois de a TAP ter pedido ao mercado 200 milhões de euros, numa operação em que a procura superou largamente a oferta.

A companhia aérea acredita que o facto de ter passado a receber uma notação financeira por parte da Standard and Poor’s e Moody’s também serviu como “alavanca importante para estes resultados”, a que se junta “um trabalho intensivo e de equipa”, refere a empresa.

O recurso ao mercado obrigacionista tem sido cada vez mais frequente por parte das empresas para obterem financiamento. Também no mercado aéreo, a Virgin Australia e a Air Baltic concluíram recentemente emissões obrigacionistas junto dos mesmos mercados e para maturidades idênticas. A Virgin Australia viu os investidores cobrarem um juro de 8,125% e a Air Baltic 6,75%. No setor automóvel, a Jaguar Land Rover, que também concluiu uma emissão obrigacionista, nas últimas semanas, em que obteve um juro de 5,75%.

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