TAP: Segunda fase das medidas voluntárias contou com 122 adesões

Além das saídas voluntárias, TAP prepara-se para chamar entre 400 a 500 trabalhadores para negociarem uma saída da companhia aérea, de acordo com o governo.

A segunda fase das medidas voluntárias da TAP, que decorreu entre 11 e 16 de abril contou com 122 adesões confirmadas, de acordo com uma nota interna enviada aos colaboradores, a que a Lusa teve acesso. Esta nota aos funcionários - assinada tanto por Miguel Frasquilho (chairman da TAP) e Ramiro Sequeira (presidente executivo) - recorda que a transportadora, na primeira fase de candidaturas, que decorreu entre 11 de fevereiro e 24 de março, contou com 690 adesões previamente comunicadas, tendo-se concretizado 669, "com um impacto no redimensionamento de cerca de 630 postos de trabalho".

A TAP recordou que "a diferença entre 669 e 630 deve-se ao diferente impacto das várias medidas, nomeadamente a passagem a tempo parcial" de trabalhadores. "A segunda fase das medidas voluntárias, que decorreu entre 11 e 16 de abril, conta com 122 adesões confirmadas neste momento, com um impacto no redimensionamento de cerca de 100 postos de trabalho", indicou a empresa na nota, citada pela Lusa.

Contas feitas, segundo a TAP, "o total de 791 adesões às medidas voluntárias representa um redimensionamento de cerca de 730 postos de trabalho, estando ainda em análise cerca de 25 candidaturas". A TAP soma ainda a estes 730 a "a preservação de até 750 postos de trabalho decorrentes das medidas implementadas no âmbito dos acordos de emergência celebrados" com os sindicatos.

Além disso, "o programa de candidaturas voluntárias à Portugália tem neste momento 47 adesões em análise, para cerca de 150 vagas disponíveis", adiantou a empresa, segundo a agência de notícias.

No entanto, as saídas não se devem ficar por aqui. Esta terça-feira, Hugo Mendes, secretário de Estado Adjunto e das Comunicações, em entrevista à RTP3 admitiu que a TAP vai convidar algumas centenas de trabalhadores a saírem da empresa.

"Ainda falta um último processo e será o mais delicado porque é o momento que fecha o ciclo. Há a necessidade da TAP ter mais saídas, entre 400 a 500, sendo que, até aqui as pessoas dirigiam-se voluntariamente à TAP, apresentavam a sua situação e escolhiam do leque das medidas, agora vai ser o processo inverso. É a TAP que vai dirigir-se a algumas pessoas - a este conjunto de 400 a 500 - e vai apresentar as opções à escolha", disse.

O governante reiterou a mensagem que a companhia, e que o ministro Pedro Nuno Santos tem transmitido, que o plano de reestruturação deverá receber luz verde da Comissão Europeia em maio. Para esse mês deverá também entrar a nova equipa de gestão.

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